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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Evolução do PIB entre 2003 e 2011 foi de 40,9% no país e 47,6% em PE


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Até outubro, alta do IPCA foi de 5,45% no Brasil e 6,86% no Recife.
Katherine Coutinho
Do G1 PE

Carlos Hamilton Araújo, do Banco Central
(Foto: Katherine Coutinho/G1 PE)

O crescimento acumulado do Produto Interno Bruto de Pernambuco (PIB) entre 2003 e o terceiro trimestre de 2011 foi maior que o brasileiro. Enquanto o país cresceu 40,9% no período, o estado teve um avanço de 47,6%. Junto a isso, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve uma alta no Recife maior que a observada no Brasil – enquanto o IPCA brasileiro acumulado em 12 meses, até outubro de 2012, foi de 5,45%, na capital pernambucana foi de 6,86%. Os dados fazem parte do Boletim Regional Trimestral do Banco Central (BC), apresentado em evento no Recife, nesta quinta-feira (8).
A alta no IPCA, explica o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, foi puxada principalmente pelo reajuste das mensalidades dos planos de saúde, de 7,71%, tarifas de ônibus urbanos (7,52%) e dos produtos farmacêuticos (4,03%). “Além disso, temos o aumento dos preços da gasolina, de 7,6%”, detalha Araújo.
A economia pernambucana, de acordo com o boletim, vem se mostrando mais resistente às crises econômicas. Ao contrário do que acontece no Nordeste, a economia no estado tem uma forte influência da administração pública estadual e dos serviços industriais de utilidade pública, como produção de energia elétrica, enquanto a agropecuária não teria tanto peso. “Nós observamos que, no período 2008-2012, a economia de Pernambuco cresceu em média 4,1%. Muito mais que o 2,6% observado em nível nacional e também o 3,6%, em nível regional”, pondera o diretor de Política Econômica do BC.
A tendência, segundo Araújo, é do crescimento do estado se manter nos próximos anos. “Aqui nós temos um conjunto de projetos de investimento que estão em andamento ou foram anunciados e estão para se concretizar, de acordo com a Seceretaria de Desenvolvimento Economico, em torno de 40% do PIB do estado. Mesmo que metade desses projetos não sejam concretizados, nós teríamos 20% do PIB de Pernambuco, o que antecipa para os próximos anos o bom desenvolvimento que a economia vem apresentando e que vai continuar”, acredita o diretor.
O crescimento da economia traz, junto a si, uma queda do desemprego no Recife, cujo índice se aproxima cada vez mais da média nacional, segundo Araújo. “Nós víamos uma redução no desemprego em todo o país. Por que isso não ocorria tanto no Recife quanto em Salvador, era algo que nos questionávamos. Algo fazia com que as taxas de desemprego aqui fossem muito elevadas. Temos algumas explicações, mas eu acho que, olhando de 2008 a 2012, a gente vê uma média de recuo de desemprego do Recife, que converge para a média nacional. A explicação para isso é o crescimento da atividade econômica”, afirma o diretor do BC. Enquanto a taxa nacional de desemprego é de 5,7%, a da capital pernambucana fica nos 6%.
Apesar dos bons números da economia de forma geral, a seca prejudicou a agropecuária, em especial a produção de grãos, que teve uma queda de aproximadamente 60%, apenas na produção de feijão, afirma Araújo. “A seca prejudicou a produção de grãos, tanto no Nordeste, quanto no Sul. Tivemos nesse ano problemas tanto com seca, quanto com chuvas excessivas, o que puxou o preço dos produtos naturais”, diz.
A inflação na cidade do Recife nos últimos doze meses também é um dado preocupante: está acima da média nacional, atingindo 6,7%, enquanto o Brasil tem 5,45%. Apesar dos números ainda estarem além da meta do país para 2012, que é de 4,5%, o estudo do Banco Central aponta para a convergência. “Já vemos alguns preços caindo, acredito que vamos atingir a meta”, diz o diretor de Política Econômica do BC.
Outro ponto negativo está na balança comercial de Pernambuco, que era equilibrada até 2007, e passou a ser deficitária. “O primeiro ponto é a importação de material para a fábrica de garrafas PET instaladas no estado e a importação de combustível, entre outros pontos que fizeram o estado importar mais que exportar”, explica Araújo.
Programas sociais

O Balanço Regional do BC mostrou também a influência dos programas sociais de transferência de renda sobre a economia do país, refletidos principalmente na venda a varejo, cujo crescimento no Nordeste é superior que o nacional. “No Nordeste, 56% dos trabalhadores ganham até um salário.
Em Pernambuco, 48%. Entretanto, se observamos o que aconteceu nos últimos anos no Brasil, houve um crescimento grande do salário mínimo, o que impacta mais naqueles locais onde a renda é mais ligada a esse benefício. O peso desses programas sociais, ajustado pelo PIB da região, é o dobro no Nordeste do que é medido no país todo”, afirma Araújo.
Varejo

Pernambuco tem uma posição intermediária em termos de vendas no varejo, acima do Brasil, mas abaixo da média regional. Considerando-se o período dos últimos 12 meses, as vendas em agosto subiram 8,6% em comparação com o mesmo período de 2011. Ao incluir as vendas de carros e material de construção, o crescimento no trimestre é de 6,5%, 2,4% a mais que o trimestre encerrado em maio.
Produção industrial

O Nordeste se recuperou da crise econômica de 2008/2009, mas depois sofreu uma perda, explica Araújo. “Parte dessa perda nós devemos à queda na indústria sucroalcooleira e parte à indústria petroquímica da Bahia. Ainda assim, nós poderíamos afirmar que a produção industrial retomou a tendência que ela vinha observando antes da crise”, afirma o diretor.

sábado, 1 de setembro de 2012

Caixa e BB reduzem novamente os juros


Acompanhando o Bradesco e o Itaú, a Caixa e o BB anunciam novos cortes em suas taxas, após redução na taxa básica de juros. Valores começam na segunda-feira (3/9).
A Caixa Econômica Federal anunciou nesta sexta-feira (31/8) nova redução em suas taxas de juros para pessoa física e jurídica.
Para pessoa física, a taxa de juros mínima para cheque especial foi reduzida de 1,35% para 1,30% ao mês (a.m.). Para as operações de antecipação de 13º salário, a taxa de juros das operações foi reduzida de 2,90% para 2,79% a.m.
As operações de crédito aporte Caixa, chamado de refinanciamento de imóveis, tiveram taxas reduzidas do intervalo de 1,31% a 1,51% a.m. + Taxa Referencial (TR) para de 0,98% a 1,48% a.m. + TR. Além disso, o prazo máximo para o Crédito Aporte Caixa passou de 300 para 360 meses.
Já para pessoa jurídica, as taxas de juros das operações de capital de giro com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO) passou de 1,61% para 1,10% a.m. Além disso, o prazo máximo para o capital de giro com garantia do FGO passou de 24 para 36 meses.
Também foram reduzidas as taxas mínimas e máximas do crédito especial empresa prefixado, que passaram de 2,75% a 2,93% a.m. para 2,55% a 2,73% a.m.
A taxa de juros do cheque especial empresa, para empresas com domicílio bancário de recebíveis de cartões na Caixa, passou de 4,20% para 4,00% a.m.
No cartão empresarial a taxa do rotativo foi reduzida em 20,60%, de 8,82% para 7,00% a.m. A taxa do parcelado com juros foi reduzida em 68,4%, de 6,02% a.m. para 1,90% a.m.
Banco do Brasil
No mesmo sentido, o Banco do Brasil anunciou cortes em suas taxas diante da redução na taxa básica de juros, a Selic.
Para pessoas físicas, a taxa mínima do crédito benefício caiu de 2,21% para 2,17%, o crédito automático foi de 1,93% para 1,89% e o crédito para material de construção diminuiu de 1,53% para 1,49%.
Já para as pessoas jurídicas, as taxas mínimas dos produtos BB Giro APL, BB Giro Saúde, BB Giro Empresa Flex e BB Giro Recebíveis foram reduzidas 0,02 ponto percentual. O BB Giro e o BB Giro Saúde possuem Taxa Referencial.
BRASIL ECONOMICO