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sábado, 6 de outubro de 2012

Sebrae realiza Feira do Empreendedor e oferece mais de 380 atividades gratuitas


Pernambuco, um mundo de oportunidades. E todas elas você encontra aqui, na Feira do Empreendedor. Esse é o tema do evento que completa 20 anos de incentivo ao empreendedorismo

Empreendedorismo e inovação. Dobradinha de sucesso já conhecida por milhares de pequenos negócios que movimentam a economia pernambucana. O Sebrae em Pernambuco aposta e incentiva esse segmento, responsável por 98% dos empreendimentos do estado, e realiza a 8ª edição da Feira do Empreendedor, de 17 a 20 de outubro, no Centro de Convenções, em Olinda, distribuída em 10 mil m², com o tema Pernambuco, um mundo de oportunidades.

São mais de 380 atividades gratuitas, distribuídas em mais de 45 horas de programação, com estruturas montadas na área norte do pavilhão de feiras, que será transformado em salões temáticos, das 10h às 22h, nos dias 17, 18 e 19; e das 10h às 20h, no dia 20/10. Para oferecer esse evento à população empreendedora pernambucana, o Sebrae investiu R$ 2,3 milhões.

“Oportunidade é uma palavra-chave, um conceito da Feira do Empreendedor deste ano”, afirmou o superintendente do Sebrae em Pernambuco, Roberto Castelo Branco durante o lançamento do evento, realizado na tarde desta terça-feira (02). “O estado de Pernambuco tem tido, ao longo dos anos, um crescimento do PIB acima do nacional. As micro e pequenas empresas de Pernambuco também são as que melhor pagam no Nordeste, são os motores de nossa região, que é a que mais cresce no Brasil. São exatamente essas oportunidades que queremos mostrar”, disse o superintendente.

“O mundo empresarial de Pernambuco é composto de 100 mil micro e pequenas empresas, 130 mil Empreendedores Individuais, 290 mil produtores rurais e uma coisa muito importante, que são os potenciais empresários”, disse o diretor-técnico do Sebrae em Pernambuco, Aloísio Ferraz. “Temos hoje em Pernambuco um milhão de potenciais empresários, o que significa 12% a 13% da população do estado. E todo esse evento se volta para esse público”, completou o diretor técnico. “Será a ocasião onde vamos reunir os 20 anos da Feira do Empreendedor, os 40 de Sebrae e todo o rol de oportunidades do Sebrae em Pernambuco”, enumerou o superintendente Roberto Castelo Branco.

Nos quatro dias de evento serão oferecidos minicursos, palestras, oficinas, orientação empresarial, consultorias sobre inovação nos negócios de pequeno porte, feira de máquinas, equipamentos, franquias e negócios porta a porta. O último evento desse tipo no estado ocorreu no ano de 2010. Este ano, áreas como Arena da Copa, Arena Virtual, Economia Criativa, estão entre os destaques da feira.

A feira é destinada a candidatos a empresário, empresários interessados em ampliar ou diversificar seus negócios, empreendedores individuais, estudantes universitários e de cursos profissionalizantes, instituições de ensino, pessoas que buscam empreender e complementar sua renda, investidores.

Distante 20 anos desde o piloto realizado pelo Sebrae em Pernambuco, o evento amadureceu e foi adotado pelo Sebrae Nacional em 2002 como produto para ser realizado nos 27 estados, pelo sucesso obtido com a sua dinâmica de feira de negócios e de educação empreendedora.

O Sebrae realiza a 8ª edição da Feira do Empreendedor com patrocínio do Banco do Brasil e apoio da Faepe, Fiepe, Fecomércio e Facep.

FEIRA DO EMPREENDEDOR 2012
Data: 17 a 20 de outubro
Local: Centro de Convenções de Pernambuco – Olinda/PE
Horário: Quarta a sexta: 10h às 22h | sábado: 10h às 20h
Entrada: gratuita, Após preenchimento da ficha de cadastro, nos dias do evento
Informações: (81) 2101.8586 | 0800 570 0800
Inscrições abertas no site: www.feiradoempreendedorpe.com.br

Goiana quer evitar desacertos de Suape

Município discute com a Fiat possibilidade de instalar serviços públicos dentro do canteiro de obras para minimizar riscos da tensão social que tomou conta do Litoral Sul

Ideia é oferecer atendimento de saúde no canteiro de obras, além de instalar espaços cultural e religioso

Guga Matos/JC Imagem

Nova casa da Fiat no Brasil, o município de Goiana, na Mata Norte de Pernambuco, discute com a montadora a possibilidade de oferecer no canteiro de obras serviços públicos gratuitos, como atendimento de saúde. A ideia é uma das alternativas em discussão para reduzir o risco de repetir o mesmo tipo de tensão social das mega obras de Suape na construção da montadora de R$ 4 bilhões, construção que vai mobilizar 7.372 trabalhadores.

A proposta partiu de instituições como o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Agência de Desenvolvimento de Goiana (AD Goiana) e já foi apresentada à Fiat, que estuda a ideia. Mas a empresa não bancaria tudo sozinha e por isso é necessário envolver na discussão a prefeitura de Goiana e também áreas específicas do governo estadual.
Os serviços públicos seriam atendimentos simples, como os de odontologia básica e medicina preventiva. Também haveria espaço cultural e religioso.

“Queremos montar um quiosque no canteiro de obras. Apesar do nome, é uma edificação de alvenaria, onde seriam ofertados os serviços. O quiosque funcionaria como ponta de receptividade para evitar os ‘efeitos colaterais’ de Suape, como a questão da violência e das drogas”, comenta o presidente da AD Goiana, Rodrigo Augusto. Em Suape, pelo segundo ano consecutivo, a negociação salarial virou tensão para 44 mil operários. Desta vez, porém, o cenário virou quase de guerra, até com tiros de borracha e ônibus queimados.

Sem contar com os problemas sociais acumulados nos municípios do entorno, como degradação ambiental e social. Rodrigo diz que a preocupação é criar um vínculo social entre a região e os trabalhadores que virão até de fora de Pernambuco para a obra. Apesar de o Estado ter qualificado 6.782 trabalhadores em 13 municípios (de Abreu e Lima a Goiana e daí a Timbaúba), para as obras da Fiat, o atraso no início das atividades provocou evasão de pessoal. A própria montadora admite que parte desse contingente já foi absorvida pelo mercado.

As obras da Fiat eram esperadas para abril passado, mas só começaram no último dia 17 – ainda apenas pelo prédio que servirá de base administrativa durante as obras. A construção da fábrica propriamente dita é esperada para meados de dezembro. Até agora, porém, nem sequer a construtora foi anunciada.

JC ONLINE

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Reino Unido busca negócios com o Brasil


Em São Paulo, primeiro-ministro britânico afirma que o Brasil é um parceiro preferencial de seu país
SÃO PAULO No primeiro dia de sua visita oficial ao Brasil, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou ontem que o crescimento da economia brasileira transformou o País em um parceiro preferencial do Reino Unido. Em discurso para empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ele lembrou que no ano passado o Brasil ultrapassou a Grã-Bretanha e se tornou a sexta maior economia do mundo. Nós, britânicos, temos um ditado: se não pode vencê-los, junte-se a eles, disse Cameron, durante discurso.
Entre os setores apontados como preferenciais por Cameron, estão os de energia, defesa, infraestrutura, educação e farmacêutica. O Brasil vai ter de investir em geração de energia e a Grã-Bretanha quer participar disso, afirmou ele, para acrescentar na sequência: Na área de defesa, podemos participar do processo de modernização das forças armadas brasileiras, como dois países podem e devem fazer.
Ainda falando sobre o atual momento da economia brasileira, ele recorreu a uma metáfora do futebol. O futebol foi inventado no Reino Unido, mas aperfeiçoado no Brasil, afirmou ele, sem fazer comentário sobre as barreiras comerciais que o Brasil tem anunciado nos últimos dias, a pretexto de defender a indústria local da invasão de produtos importados, barreiras que desagradam ao governo britânico.
Depois de participar da assembleia da ONU, em Nova Iorque, Cameron desembarcou em São Paulo. Seu primeiro compromisso foi visitar a fábrica da britânica JCB, de equipamentos pesados, em Sorocaba (no interior do Estado). Depois, de volta à capital paulista, fez a pé o percurso entre seu hotel e a sede da Fiesp, na avenida Paulista. Cameron veio ao Brasil acompanhado por uma comitiva de 50 empresários de vários setores. Hoje, em Brasília, se encontra com a presidente Dilma Rousseff.
Pelos números mais atualizados, o Brasil exporta cerca de US$ 5 bilhões para o Reino Unido e importa outros US$ 3 bilhões. Muito pouco para uma corrente total de comércio de US$ 1,6 trilhão dos dois países.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Doze empresas pernambucanas no ranking nacional das 250 que mais cresceram no país


Doze empresas pernambucanas conseguiram driblar o chamado “Custo Brasil” e se inseriram no seleto grupo das 250 pequenas e médias empresas (PMEs) que mais crescem no Brasil. Estudo realizado pela Deloitte em parceria com a revista Exame PME revela que elas conseguiram chegar ao topo aumentando o portfólio de produtos e serviços (62%), otimizando processos e renovando a estrutura de vendas (59%). Para reduzir custos, negociaram melhores condições de pagamento (65%), renegociaram e substituíram fornecedores (64%).

No ranking nacional, a Valox aparece em terceiro lugar, atrás apenas da Arcitech, do setor de telecomunicações, e da Reuter, do ramo da construção civil. Cresceu incríveis 8.704,5% no acumulado entre 2009 e 2011, uma média anual de 838,3%. “Nosso crescimento é reflexo do que ocorre em Pernambuco. Investimos em marketing e conseguimos conquistar o mercado fazendo não apenas mobiliário corporativo, mas móveis personalizados”, conta a diretora comercial Juliana Gusmão.

A Valox nasceu no Recife em 1991 fazendo móveis para informática. Tinha, na época, três funcionários. Nos últimos dez anos, passou a produzir uma extensa linha de móveis para lojas, escritório e cadeiras, além de oferecer soluções personalizadas. Com o crescimento de Suape, a empresa começou a fornecer para empresas como Camargo Corrêa e Engevix, estando presente em grandes obras como a Refinaria Abreu e Lima e a PetroquímicaSuape, da Petrobras. Hoje, são 150 empregos diretos em três lojas localizadas no Recife, em João Pessoa e em Natal. Até 2014, a empresa planeja abrir outras três unidades em Fortaleza, Maceió e Aracaju.

Além da Valox, fazem parte da lista as também pernambucanas Construtora Andrade Mendonça, Serttel, Estaf, Segsat, Betonpoxi, Carbo Gás, Pitang, SET Sistemas, Maia Melo Engenharia, Faculdade do Vale do Ipojuca e Tron. “A inclusão dessas 12 empresas de Pernambuco no ranking nacional significa que o estado retomou um lugar de destaque na economia do Nordeste”, analisa José Emílio Calado, sócio-diretor da Deloitte.

MICHELINE BATISTA / DIÁRIO DE PE

Classes D e E elevam poder de consumo

Pesquisa da Nielsen mostra que contingente de famílias que recebe até R$ 1,7 mil por mês é o que mais contribui para o crescimento da economia nordestina

A população das classes D e E domina o crescimento do consumo no Nordeste. Enquanto as empresas brasileiras miram o potencial da classe C, a região apresenta uma configuração diferente. A faixa de renda D/E (com ganho familiar de até R$ 1.734,00) representa 64% dos domicílios nordestinos e 67% do consumo. Com o aumento do poder aquisitivo, essas famílias passaram a consumir mais, a experimentar novas categorias de produtos e a frequentar diferentes canais de vendas. A constatação está na 3ª edição do Evento a Clientes Nielsen Nordeste, realizado ontem na Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe).
Na análise feita entre julho de 2011 e junho de 2012, as vendas de 133 categorias de produtos na região cresceram 0,6%. Apesar do tímido desempenho, o resultado foi superior ao do Brasil (0,2%). Observamos que o crescimento do consumo ocorre de forma moderada, mas ainda em ritmo superior ao restante do País. E as classes D e E exercem papel chave nesse cenário, reforça o diretor comercial da Nielsen, Mário Ruggiero, que apresentou o trabalho Nordeste: democratização do consumo e a criação de valor.
A análise também aponta para uma nova geografia do consumo, que sai da rota das metrópoles e avança nas pequenas e médias cidades. O estudo mostra que o crescimento do consumo (em valor) registrou taxa de 4% nos grandes municípios, contra 12% dos médios e 10% dos pequenos. A migração também acontece em direção ao interior. Em Pernambuco, cidades como Caruaru, Garanhuns e Petrolina se destacam.
Com mais dinheiro no bolso, em função das transferências de renda, aumento real do salário mínimo e acesso ao crédito, os consumidores das classes D e E estão experimentando novos produtos. A análise da Nielsen identificou que as chamadas categorias de acesso (aquelas que não faziam parte da cesta de produtos) começaram a entrar no carrinho de compras. Na lista aparecem barras de cereal, fio dental e pós-xampu (condicionadores, cremes para pentear, reparadores de ponta).
O fenômeno de agregação de valor também vale para as categorias maduras (aquelas tradicionais na feira). Na prática é o seguinte: quem comprava um sabonete comum, agora quer um antibactericida ou um sabonete líquido. O consumidor que levava pra casa um iogurte, decide experimentar um funcional. E o tradicional sabão em pó vai sendo substituído pela versão líquida. As compras nessa categoria cresceram 66% entre as classes D e E.
Embalagens e preço reforçam sua influência na decisão de compra dos produtos. Nas categorias de acesso, uma tendência é o consumo de embalagens menores para experimentar. Já em outras categorias, como a de fraldas, as embalagens grandes acabam barateando a unidade do produto. Hoje, já é possível encontrar pacotes com até 120 fraldas, destaca.

domingo, 9 de setembro de 2012

Suape atrai empresas de diferentes países e eleva PIB estadual


“Não é difícil avaliar que o que resulta nesse aumento é a infraestrutura do Porto e a localização estratégica, ou seja, distante apenas 40 quilômetros da Capital”, argumentou o deputado Adalto Santos

Da Redação

Jarbas Araújo
Crescimento – Adalto Santos apresentou dados
O Complexo Portuário de Suape e como ele interfere no desenvolvimento econômico de Pernambuco pontuaram o discurso do deputado Adalto Santos (PSB), no Plenário, na manhã de ontem. O parlamentar ressaltou que Suape tem atraído, cada vez mais, investimentos em decorrência do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de 4,5%, em 2011, em comparação com 2012. O índice ficou acima da média nacional, que foi de 2,7%. “Não é difícil avaliar que o que resulta nesse aumento é a infraestrutura do Porto e a localização estratégica, ou seja, distante apenas 40 quilômetros da Capital”, argumentou.
O socialista parabenizou o governador Eduardo Campos pelos investimentos voltados ao Complexo, onde funcionam mais de cem empresas e outras 50 estão em fase de instalação. “Investidores de outros países voltam os olhos para Pernambuco. Exemplo disso é uma fabricante portuguesa de turbina eólica que emprega cerca de 600 funcionários”, observou, acrescentando que quem se dirige a Suape vê o nítido desenvolvimento.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Brasil entra pela primeira vez no ranking dos 50 países mais competitivos



 

Pela primeira vez, o Brasil entrou para o ranking dos 50 países mais competitivos no Relatório Global de Competitividade, divulgado nesta quarta-feira pelo Fórum Econômico Mundial. Para chegar à 48ª posição desta edição do ranking, o País subiu cinco lugares desde o ano passado.


No topo do ranking, pelo quarto ano consecutivo, está a Suíça. Cingapura ficou em segundo lugar, seguido por Finlândia, Suécia, Holanda e Alemanha. Já os Estados Unidos caíram da quinta posição que ocupavam em 2011 para o sétimo lugar. Em oitavo, nono e décimo lugares ficaram Reino Unido, Hong Kong e Japão, respectivamente.
De acordo com o responsável pela análise dos dados brasileiros, Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, o ranking foi afetado pela incerteza crescente por conta da crise na Europa, da vulnerabilidade norte-americana e da desaceleração da China. A Fundação coordena a coleta e a análise de dados brasileiros.
Avaliação brasileira

A melhor avaliação sobre a macroeconomia nacional ajudou a puxar o País para a lista dos 50 mais competitivos. Este ano, o Brasil subiu 53 posições no critério “ambiente macroeconômico”, saindo da 115ª colocação em 2011 para a 62ª. O salto, segundo a Fundação Dom Cabral, pode ser consequência da exclusão do indicador “spread bancário” do estudo deste ano. O indicador costuma ser “problemático” para o País, de acordo com a fundação, mas foi retirado da análise de 2012 por ser considerado ineficiente para comparar o grau de eficiência bancária nos diversos países.

Arruda explica que as medidas tomadas pelo governo Dilma Rousseff de redução da taxa básica de juros e consequente na queda dos juros bancários teriam impacto positivo para a colocação do País no ranking, mas não conseguiriam fazer com que o “ambiente macroeconômico” subisse tantas posições.
Além da macroeconomia, o “uso de tecnologias de informação e comunicação” também ajudou a tornar o País mais competitivo, de acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial. O indicador sobre “sofisticação dos negócios”, apesar de ter caído dois pontos de 2011 para 2012, ainda é positivo – o Brasil ficou em 33º lugar.
Do outro lado, os níveis de “confiança nos políticos” e “eficiência das políticas de governo” colocam o País em 121ª e 111ª posição, respectivamente. O Brasil também fica mal posicionado na avaliação da “qualidade da infraestrutura de transportes” (79ª posição), da “qualidade da educação” (116ª posição) e do “volume de taxação como limitador ao trabalho e investimentos” (144ª posição). No pilar “inovação”, o Brasil caiu da 44ª para 49ª posição. O resultado, avalia Arruda, está ligado à falta de mão de obra qualificada.
O relatório é feito com dados estatísticos nacionais e internacionais, além de pesquisa de opinião feita com executivos. Em 2012, o estudo analisou a competitividade de 144 países.
Fonte: O Estado de S. Paulo