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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Como preparar a sucessão em empresas familiares


O momento ideal para a sucessão é quando o líder aceita que para trocar o papel de ator pelo de tutor do sucessor e também da geração seguinte


O momento de transição da liderança é um dos desafios mais complexos de um negócio familiar

Temas como a sucessão na liderança da empresa e do patrimônio familiar estão entre os mais delicados e de difícil condução para os envolvidos em um negócio de família. Muitas vezes resultam em insatisfações e discussões permanentes, podendo levar até mesmo à dissolução de um negócio bem sucedido por muitos anos.

É complexo separar as relações pessoais das profissionais quando estão envolvidos membros de uma mesma família. Não é algo opcional. O parentesco entre as partes não é garantia de haver compatibilidade no trabalho, nem como sócios, nem como chefe e subordinado.

“Minha experiência na condução desse tipo de transição mostra que não é possível iniciar o processo se o líder atual não aceita que, a partir de um determinado momento, sua principal missão é preparar a sucessão”, diz o advogado especializado em Direito Empresarial, Angelo Antonio Picolo.

O especialista acredita ser imprescindível reconhecer alguns aspectos sem os quais a sucessão não pode ser desenvolvida com êxito. “Não se trata de mudar uma pessoa por outra. É um processo onde intervêm o sucessor, o sucedido, a empresa e os seus gestores, bem como a família”, explica.

Com o passar do tempo as famílias e as empresas tornam-se mais complexas devido ao aumento do número de pessoas e, consequentemente, do tamanho do negócio. “A chave para o êxito na continuidade está em como a família irá gerir essa complexidade. Com base na experiência de famílias que superaram a terceira geração, a gestão da continuidade foi realizada por meio de um sonho comum, um projeto empresarial de futuro consensual e partilhado”, relata Picolo.

Como preparar a sucessão? Quando ela deve ser iniciada?

Segundo Angelo Picolo, uma nova liderança não surge por decreto; portanto, deve-se prepará-la paulatinamente ao longo do tempo. O apoio da família e o envolvimento no processo do sucessor e do sucedido são fundamentais. “O momento ideal para dar início a esse processo é quando o líder aceita que a principal missão dele é preparar o processo sucessório, quando ele estiver pronto para trocar o papel de ator pelo de tutor do sucessor e também da geração seguinte, que deve oferecer apoio incondicional ao escolhido”, decreta.

Para finalizar, o especialista faz um alerta: “uma empresa pode sucumbir devido a imprevistos que todos nós estamos sujeitos: como a morte do líder, o surgimento de um desequilíbrio conjuntural ou os efeitos perversos de uma separação conjugal. Por isso, há que se cuidar do futuro e da capacidade de crescer e de sobreviver da empresa familiar, mantendo sua capacidade de empreender, inovar e abrir caminhos”.
Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/como-preparar-a-sucessao-em-empresas-familiares/96883/


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Como escolher aqueles que serão os futuros líderes da empresa?

O primeiro passo para escolher o futuro líder é avaliar como serão os próximos cinco, dez e quinze anos da empresa

Sem os critérios apropriados, a escolha dos futuros líderes pode colocar em risco uma companhia. Infelizmente, algumas organizações somente pensam nisso, quando precisam de um novo líder: quando têm de se expandir, aproveitar uma nova oportunidade, substituir um antigo líder que se aposentou ou pediu demissão inesperadamente.
Quando a necessidade de escolher um novo líder ocorre abruptamente, é difícil utilizar os critérios mais apropriados. Pois eles exigem reflexão mais profunda sobre o futuro da empresa e quais são as pessoas mais apropriadas para ser treinadas a conduzi-la.
Outro problema que observamos é a “juniorização” das lideranças. Isso significa que temos colocado pessoas imaturas e mal preparadas em cargos relevantes nas empresas. Como consequência, observamos que são líderes sem compostura e que estão excessivamente preocupados com suas carreiras. Além disso, focam a obtenção de resultados de curto prazo a qualquer custo, e não são capazes de observar as consequências de suas ações nas pessoas, quer elas estejam sob sua responsabilidade direta, em clientes ou em fornecedores. Não percebem também que seu comportamento destrói o futuro de sua própria carreira e compromete a imagem da empresa.
O primeiro passo para escolher o futuro líder, portanto, é avaliar como serão os próximos cinco, dez e quinze anos da empresa. Para alguns mercados, esse pensamento é visto com mais naturalidade, como, por exemplo, mineração, energia e transportes. Entretanto, para outros, é um desafio enorme pensar nesse período, como é o caso das agências de propaganda, das empresas de bens de consumo e de tecnologia da informação.
Uma empresa poderá enfrentar um período de expansão, contração, andar de lado, ter uma ruptura nas vendas e, com certeza, uma combinação de tudo isso ao longo das próximas décadas.
Portanto, as companhias devem ter esse cenário em mente ao escolher os novos líderes. Se um jovem começou a trabalhar aos 23 anos numa empresa que está há sete anos em uma fase de expansão, isso significa que ele ainda não sabe como é enfrentar uma contração nas vendas. Nunca teve de cortar custos ou enfrentar uma greve, por exemplo. E, se você prevê uma contração no futuro, provavelmente terá de pensar no treino desse profissional, para se assegurar de que ele saberá agir nessas situações.
Portanto, aqueles que escolhem quais serão os futuros líderes devem estar cientes de que é pouco provável que uma empresa que esteja há dez anos em expansão tenha um novo ciclo para cima tão longo. Provavelmente, enfrentará problemas que o futuro líder terá de gerenciar.
O que você está procurando no indivíduo é a sua capacidade de enfrentar situações negativas com perseverança, resiliência e motivação, para ele e para o time.
Nesse sentido, o novo líder deve demonstrar equilíbrio emocional em situações adversas e capacidade de decisão e ação em meio à tempestade.

Outro ponto importante é que o profissional a ser escolhido para ser treinado para a liderança deve demonstrar competência para lidar com pessoas, e não conhecimento técnico. Em outras palavras, o líder não é o técnico dos técnicos, ele tem de ter a imagem, a fala e o comportamento de um gestor. Quando se escolhe uma pessoa muito técnica para liderar, em geral ela dá mais atenção em aumentar seu conhecimento sobre a área em que atua, não delega, não faz follow-up das ações, desmotiva as pessoas sob sua responsabilidade e, em alguns casos, é desastrada na hora de dar feedbacks.
A principal função de um líder é a formação de outros líderes, pois, para a empresa existir no futuro, precisará de uma liderança bem formada. Quando isso não acontece, tem de trazer líderes do mercado, o que pode ocasionar fissuras na cultura da empresa.
O novo líder deve compreender e assumir os propósitos da empresa, ser ético, ter capacidade de autoaprendizagem e adaptação. Ser tolerante à frustração e muito perseverante. Ficaríamos com uma lista gigante, se tivéssemos de descrever todas as características necessárias.
Mas, se a escolha for baseada no que o futuro demandará de seus gestores, não cairemos na tentação de escolher o novo líder por seu carisma, capacidade técnica, ou outras competências que nada têm a ver com a formação de times e liderança empresarial. É uma escolha que requer método, consciência de todos os envolvidos e enorme preocupação com o equilíbrio dos resultados de curto e longo prazo.
As empresas e os países precisam de líderes mais bem preparados para geri-los. Saibamos escolhê-los.

Vamos em frente!
Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/como-escolher-aqueles-que-serao-os-futuros-lideres-da-empresa/83497

domingo, 2 de novembro de 2014

Menina de 6 anos cria loja virtual para vender desenhos

Os desenhos são vendidos por R$ 2 e o dinheiro arrecadado vai para uma poupança e será utilizado para os estudos


Renata Barrios tem apenas seis anos, mas já tem uma visão empreendedora. A moradora de São Caetano, em São Paulo, desenha desde os dois anos de idade. Depois de seus desenhos ganharem dois prêmios na escola, ela decidiu compartilhar sua arte e ganhar dinheiro abrindo uma loja virtual e hoje disponibiliza quase 30 desenhos diferentes.
A mãe, Raquel Barrios explica que a ideia foi da criança. “Ela sempre quis. Passou o ano todo falando para eu abrir uma loja virtual e vender os desenhos. Quando eu abri e começou a chegar pedidos, ela ficou eufórica. Para ela não é brincadeira, é um trabalho. Ela se vê como uma empreendedora”.
Com preço simbólico de R$ 2 cada desenho e sem frete, a mãe cuida da loja virtual, mas sempre com Renata do lado, que dá palpites em tudo e acompanha o fluxo de pedidos e os desenhos que são colocados. A ideia é que o dinheiro arrecadado vá para a poupança da criança e seja utilizado para os estudos dela no futuro.
Segundo a mãe, Renata acredita que o e-commerce é uma oportunidade das pessoas, não só comprarem seus desenhos, mas também conhecerem seu trabalho e futuramente criar uma exposição de arte. A menina recria imagens de desenhos animados e também da sua própria imaginação, além de dar nomes às obras. “É uma forma dela se comunicar, tudo que ela sente ela coloca em desenho”, explica a mãe.
Para Adriano Caetano, diretor da Loja Integrada, plataforma gratuita que está hospedando a loja “Desenhos da Rê”, esse é o exemplo da inclusão digital no e-commerce brasileiro.
“O mercado já foi resistente ao empreendedorismo digital, mas hoje até as crianças já podem participar deste movimento. É algo sensacional ter uma ferramenta que incentiva o empreendedorismo em qualquer etapa da vida e de forma tão acessível”, explica. 
Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/menina-de-6-anos-cria-loja-virtual-para-vender-desenhos/94525/

domingo, 28 de setembro de 2014

10 jovens que ficaram milionários antes dos 20 anos



De geleia a reparo de computadores: eles encontraram uma forma de faturar alto
Eles conseguiram o primeiro milhão antes dos 20 anos  (Foto: Reprodução)

Muitos empreendedores alcançam o sucesso antes mesmo de idade suficiente para beber ou dirigir um carro. Seja com uma ideia brilhante ou um olhar diferente, o grupo abaixo se destacou por alcançar o seu primeiro milhão antes dos 20 anos de idade. Confira a seleção:
1. Ashley Qualls: ela fundou o WhateverLife.com em 2004, quando tinha apenas 14 anos, para mostrar suas habilidades em criar designs para o então popular MySpace. Seu trabalho ficou tão conhecido que um comprador anônimo ofereceu US$ 1,5 milhão para comprar o portal e ainda incluiu um carro na oferta. A menina recusou.
2. Juliette Brindak: com apenas 10 anos, ela começou a fazer alguns desenhos de meninas descoladas e, aos 16, criou uma rede social complementar a esses seus personagens. Sua empresa Miss O & Friends vale cerca de US$ 15 milhões.
3. Sean Belnick: com US$ 600, esse americano criou um site para vender itens usados como cartas de jogos. Ele mudou o seu negócio para vender móveis e assim surgia a BizChair.com, que faz muito sucesso no mercado. Quando o empreendedor completou 20 anos, seu negócio já valia US$ 24 milhões.
4.  Adam Horwitz: aos 15, ele se desafiou a conquistar seu primeiro milhão antes dos 21. Conseguiu o feito criando o aplicativo Mobile Monopoly, que é um tutorial para aprender mobile marketing.
5. Jon Koon: quando tinha 16 anos, esse jovem usou o crowdfunding para montar a loja de autopeças Extreme Performance Motorsports. Ele conseguiu um contrato para fornecer produtos para programas da MTV e ainda fechou uma proposta para criar uma linha de roupas. Seu negócio já vale US$ 40 milhões. 
6. Cameron Johnson: quando completou 11 anos, ele já ganhava dinheiro criando cartões comemorativos. O menino investiu então na SurfingPrizes.com, uma barra de ferramenta que usava publicidade pop-up para faturar cerca de US$ 350 mil por mês. Antes de sair do colegial, Johnson já tinha feito seu primeiro milhão.
7. David e Catherine Cook: os irmãos criaram a rede social para amigos de escola MyYearbook.com quando ainda eram colegiais. Hoje o site vale mais de US$ 100 milhões.
8. Nick D'Aloisio: um dos nomes mais conhecidos da lista, esse australiano vendeu seu aplicativo Summly – que usa uma inteligência artificial para resumir notícias –  por US$ 30 milhões para o Yahoo. Ele tinha apenas 17 anos.
9. Tyler Dikman: quando jovem, ele cobrava US$ 15 dólares para consertar computadores. Suas habilidades chamaram a atenção de executivos da Merrill Lynch, que o contrataram com apenas 15 anos. Logo depois ele começou sua empresa de reparos, a Cooltronics, conquistando assim seus primeiros milhões.
10. Fraser Doherty: com 14 anos, esse escocês começou a ganhar dinheiro fazendo geleia, a SuperJam. Quando uma grande rede de supermercados quis distribuir seu produto, ele pediu um empréstimo de US$ 9 mil para crescer e se tornou um milionário.
Fonte: http://revistapegn.globo.com/Noticias/noticia/2014/09/10-jovens-que-ficaram-milionarios-antes-dos-20-anos.html


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

OS 30 MAIORES BILIONÁRIOS DO BRASIL

Essa reportagem foi publicada dia 28/08/14 no site da Época Negócios. Vale a pena ler:

http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2014/08/os-30-maiores-bilionarios-brasileiros.html


JORGE PAULO LEMANN É, DE NOVO, O HOMEM MAIS RICO DO PAÍS NO RANKING DA FORBES

JORGE PAULO LEMANN (À ESQ.) E JOSÉ SAFRA - OS BRASILEIROS MAIS RICOS DO MUNDO (FOTO: AGÊNCIA ESTADO)

A revista americana Forbes divulgou ontem (27/08) uma nova lista com os maiores bilionários do Brasil em 2014. No topo, de novo, está Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do país. O empresário, que possui uma fortuna avaliada em R$ 49,85 bilhões, criou o fundo de private equity 3G Capital.

Em segundo e terceiro lugar estão Joseph Safra, co-fundador do banco que leva seu sobrenome, com uma fortuna avaliada em R$ 35,98 bilhões, e Marcel Herrmann Telles companheiro de Lemann na 3G com R$ 25,58 bilhões.
Apenas quatro mulheres aparecem entre os 30 mais ricos. Maria Helena Moraes Scripilliti (17º) é quem tem a maior fortuna, de R$ 7,33 bilhões. Ela é filha de José Ermírio de Moraes, fundador do Grupo Votorantim, que faleceu na última segunda-feira (25/08). Veja a lista completa aqui:
 NomeFortuna
Jorge Paulo LemannR$ 49,85 bilhões
Joseph SafraR$ 35,98 bilhões
Marcel Herrmann TellesR$ 25,58 bilhões
Carlos Alberto SicupiraR$ 22,30 bilhões
Roberto Irineu MarinhoR$ 15,93 bilhões
José Roberto MarinhoR$ 15,86 bilhões
João Roberto MarinhoR$ 15,86 bilhões
Marcelo Bahia Odebrecht & famíliaR$ 14 bilhões
José Batista Sobrinho & famíliaR$ 11,92 bilhões
10ºFrancisco Ivens de Sá Dias BrancoR$ 10,99 bilhões
11ºWalter FariaR$ 9,80 bilhões
12ºAndré EstevesR$ 9,55 bilhões
13ºEduardo SaverinR$ 9,52 bilhões
14ºErmírio Pereira de MoraesR$ 9,15 bilhões
15ºAbilio dos Santos DinizR$ 8,90 bilhões
16ºAloysio de Andrade FariaR$ 7,52 bilhões
17ºMaria Helena Moraes ScripillitiR$ 7,33 bilhões
18ºPedro Moreira SallesR$ 7,17 bilhões
19ºJoão Moreira SallesR$ 7,17 bilhões
20ºFernando Roberto Moreira SallesR$ 7,17 bilhões
21ºWalter Moreira Salles JúniorR$ 7,17 bilhões
22ºDavid Feffer & famíliaR$ 6,93 bilhões
23ºMiguel KrigsnerR$ 6,45 bilhões
24ºRegina de Camargo Pires Oliveira DiasR$ 6,27 bilhões
25ºRosana Camargo de Arruda BotelhoR$ 6,27 bilhões
26ºRenata de Camargo Pires Oliveira DiasR$ 6,27 bilhões
27ºEdson de Godoy BuenoR$ 5,79 bilhões
28ºCesar Beltrão de Almeida & famíliaR$ 5,58 bilhões
29ºNevaldo Rocha & famíliaR$ 5,36 bilhões
30ºAntonio Luiz SeabraR$ 5,05 bilhões


domingo, 31 de agosto de 2014

4 tipos de funcionários que intoxicam o ambiente de trabalho sem que ninguém perceba

Conheça os tipos e saiba por que talvez seja melhor repensar o fato de tê-los por perto


Shutterstock
Conheça os tipos e saiba como lidar com eles
Funcionários que costumam fazer confusões, pendem para o lado dramático das coisas ou dificilmente se conformam, muitas vezes precisam apenas de um pouco de atenção e gestão para atingir seus potenciais. É isso que pensa Geoffrey James, contribuidor do site Inc.
Em um artigo publicado no site, James afirma que existem, porém, outros tipos de funcionários, que normalmente não são pensados como "difíceis" e que são prejudiciais à produtividade e harmonia do ambiente de trabalho.
Conheça os tipos e saiba por que talvez seja melhor repensar o fato de tê-los por perto:

1. Camaleão

O camaleão se disfarça e se camufla em qualquer ambiente, para escapar de ameaças. No mundo dos negócios isso significa alguém que se propõe a fazer várias coisas, para na verdade evitar trabalho real.
Assim, o camaleão se junta a diferentes equipes, para realizar atividades diversas, e usa isso como uma arma para justificar seu estresse e impossibilidade de assumir responsabilidades maiores. Como? Ele afirma que está sob muita pressão por causa desse ou daquele objetivo, que tem muito trabalho para fazer de um outro projeto, que está estressado por causa daquela outra reunião. E quando chega a hora de falar sobre salário ele reivindica para si o crédito de ter ajudado todas as equipes a atingir seus objetivos.
A melhor maneira de lidar com alguém assim, se você resolver dar uma chance, é atribuindo tarefas específicas e individuais, com deadlines ambiciosos. Assim, o camaleão não terá a chance de jogar o trabalho nas costas de outras pessoas.

2. Enfeite

Aquela pessoa que está ali pela sua aparência, muito mais do que pelo trabalho em si. O enfeite feminino, estilo "modelo da Victoria's Secret", é aquela que usa a beleza para conseguir o que quer no ambiente de trabalho. O problema aqui não é ser uma mulher bonita, mas ser uma mulher que conseguiu e permanece no emprego por isso.
O mesmo vale para enfeites masculinos: o homem que fica perfeito em um terno e tem um ar de executivo, mas não possui o expertise ou talento para estar onde está. Se não há possibilidade de demitir esses "enfeites", James aconselha a pelo menos usá-los a seu favor: coloque-os para trabalhar em setores onde causar boa impressão pela aparência pode ser útil.

3. Grilhão

Os grilhões são algemas ou correntes ligadas a uma bola pesada de metal, que não permitia que prisioneiros escapassem ou se locomovessem muito. Nos negócios, são aquelas pessoas que impedem que a empresa ou projeto se arrisque, como, por exemplo, alguns advogados corporativos. Para lidar com eles, James afirma que o melhor é tratá-los como consultores e não "tomadores de decisão". Ouça suas opiniões e argumentos, mas, no final, faça você mesmo as escolhas, e quando arriscar for a sua decisão, não deixe o "grilhão" lhe impedir de agir.

4. Vampiro

Na mitologia, vampiros parecem humanos, mas sobrevivem através do nosso sangue. No ambiente de trabalho, os vampiros aparentam estar contribuindo, mas se alimentam das emoções dos outros. Em reuniões, eles parecem ajudar, e “ajudam” mostrando sempre as possibilidades negativas de qualquer coisa, sugando, assim, o otimismo e positividade das outras pessoas.
Outra tática do vampiro é ouvir as reclamações dos outros, com a intenção de obter informações para criar e fomentar conflitos, sem que ninguém o veja como responsável. Ele espalha negatividade sutilmente, fazendo as pessoas acreditarem que os sentimentos negativos são genuinamente seus.
É difícil demitir um vampiro, pois as pessoas o veem como aliado e amigável. Mas James não vê outra forma de lidar com esse tipo de funcionário, que não seja livrar-se dele.
Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/4-tipos-de-funcionarios-secretamente-prejudiciais/91791/

sábado, 26 de julho de 2014

8 regras essenciais para inovar na sua empresa

As regras entram em três categorias: Pense Grande, Comece aos Poucos e Aprenda Rápido.


  
"Inovadores de sucesso procuram por produtos e serviços que possam reescrever as regras de uma categoria"
A Revista Forbes criou uma lista com 8 regras essenciais para empresas que querem inovar. A lista foi baseada nas pesquisas do livro The New Killer Apps: How Large Companies Can Out-Innovate Start-Ups (O Novo App Arrasador: Como Grandes Companhias Podem Ultrapassar as Inovações de Start-Ups, numa tradução livre). As regras entram em três categorias: Pense Grande, Comece aos Poucos e Aprenda Rápido.
 

Pense Grande

Inovadores de sucesso "pensam grande" ao considerarem todas as opções, levando em conta toda a gama de futuros possíveis. Eles procuram por produtos e serviços que possam reescrever as regras de uma categoria. Inovadores mal sucedidos procuram inovações rápidas e baratas. Veja três regras para pensar grande:
 
Regra 1. Contexto vale 80 pontos de QI
Entender o meio tecnológico em que você está inserido é essencial para poder pensar grande. Seis inovações tecnológicas - dispositivos móveis, social media, câmeras, sensores, a nuvem e o que é chamado de conhecimento emergente - estão se remodelando. A analista de negócios Mary Meeker afirma que essas inovações estão investindo em "reimaginação". É preciso compreender as forças tradicionais da indústria e se esforçar para assimilar essas seis megatendências tecnológicas, tanto sozinhas como combinadas.
 
Regra 2. Imagine os piores cenários possíveis
Pensar grande não é só ser ambicioso, é também entender o que ameaça sua empresa. Imaginar as piores situações possíveis ajuda a perceber pontos fracos e criar melhorias. E ainda cria um alinhamento de pensamento dos funcionários. Muitos evitam imaginar situações hipotéticas que são realmente ruins. Então, essa é uma regra importante.
 
Regra 3. Comece com um papel em branco

O mundo dos negócios está sempre em movimento, muitas vezes recursos estratégicos de grandes empresas acabam se tornando fardos. E, com o sucesso, é preciso equilibrar prioridades e lidar com egos e lealdades. Por isso, periodicamente, é importante começar com uma folha em branco e pensar sobre tendências e invenções iminentes, sem se preocupar com pessoas, capacidades e outros recursos, apenas em como melhorar o negócio.

Comece aos poucos

Empresas bem sucedidas começam aos poucos depois de pensarem grande. Elas analisam ideias por partes, fazendo testes e demorando o tempo que for necessário. Não fazer isso pode levar ao pânico, se houver falhas. Veja três regras que vão fazer você começar aos poucos.
 
Regra 4. Primeiro, livre-se dos rapazes das finanças
Assim você não se acomoda com projetos financeiros - eles podem prejudicar a inovação. Inovações têm resultados difíceis de serem previstos, então é preciso uma postura mais dinâmica para entender suas finanças. Novos negócios às vezes têm estratégias incertas e precisam de tempo para emergir.
 
Regra 5. Coloque todos na mesma página
Embora a tendência seja entrar em ação assim que se tem uma boa ideia, é preciso dar um passo para trás e refletir sobre as consequências. Tenha certeza de que todos entendem o que a empresa pode ganhar ou perder com o novo projeto, identifique possíveis obstáculos. É importante também entender que não existe uma maneira que está sempre correta. Lembre-se da frase de Nelson Mandela: "Lidere da frente, mas não deixe sua base para trás".
 
Regra 6. Pense em várias opções arrasadoras
Quando você estiver pronto para construir apps arrasadores, invista pequenas quantias e teste várias possibilidades. Em vez de investir milhões de dólares em um negócio pronto, invista em experimentos que podem se provar bons com o tempo. Mas limite o número de opções. É preciso acompanhar o processo dos projetos de perto e isso requer muita atenção. O número certo é entre três e cinco opções.

Aprenda Rápido

Além de pensar grande e começar aos poucos, inovadores de sucesso aprendem rápido. Eles conseguem reunir dados e analisar o que está ou não dando certo. Empresas que não têm tempo ou inclinação para fazer isso acabam falhando. Duas regras para aprender rápido:
 
Regra 7. Uma demo vale por mil páginas de planos
Planejar é necessário, mas planejar demais pode ser um problema. Eles podem transformar uma grande ideia em um negócio convencional. Pesquisas mostram que empresas precisam de mais testes e menos planejamento. Protótipos exploram questões mais importantes, mostram se tecnologias irão funcionar, se o conceito do produto irá agradar aos clientes, se o produto será preferido quando em competição com outras alternativas.
 
Regra 8. Lembre do Advogado do Diabo
Durante o processo de demos e protótipos, é importante ter um grupo de pessoas fazendo perguntas difíceis sobre o projeto, preparadas para receber respostas desconfortáveis. Não é um grupo que tem como objetivo dizer não a tudo, mas levar os outros a pensar em respostas melhores. O processo de advogado do diabo serve como rede de segurança, deixando todos preparados para confrontar questionamentos.

Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/8-regras-essenciais-para-inovacao-corporativa/90615/
 

domingo, 4 de novembro de 2012

Qual é o papel das empresas na construção de um mundo globalizado justo?


Em palestra no Global Alumni Reunion, professor Antonio Argandoña, do IESE, explica quais os pilares da administração que as empresas devem ter para sobreviver no mercado

Na era industrial, no século 19, quando o assunto era o lucro das empresas, não importava o modo, a maneira e como faziam. O interessante sempre era baixar ao máximo as despesas para ganhar mais dinheiro. Exploração de trabalho, parcerias de negócios desonrosas e empresários sem escrúpulos faziam parte da rotina de muitos profissionais.

Há, por incrível que pareça, dois séculos depois, empresas que se portam semelhante ao que acontecia no passado. No entanto, existe uma diferença bem grande de acordo com Antonio Argandoña, professor em Economia e Ética nos Negócios da IESE Business School: empresas e executivos que mantém essa postura estão fadados ao fracasso.

Em sua palestra no Global Alumni Reunion, realizada em São Paulo, o professor explica que é fundamental a participação das empresas na construção de um mundo global justo e que os próprios clientes estão de olhos mais atentos na postura das organizações.

Para Antonio Argandoña, a base de uma boa administração está baseada em alguns pontos: "A administração é uma tarefa de três dimensões: ética, social e econômica. Ela é uma constante trajetória e nunca um resultado. A dimensão ética está na promoção de atitudes, valores e virtudes. A questão social está relacionado ao meio que ela fica e à satisfação do consumidores. Já a parte econômica tem a ver com a própria sustentação e suporte da organização", explica o professor.

Foto: Fábio Bandeira de Mello/Administradores.com
Antonio Argandoña, em sua palestra no Global Alumni Reunion   

Problemas para superar

Algumas das barreiras que existem em muitas empresas, estão relacionadas diretamente ao que a sociedade prega, destaca o professor. "A sociedade promove a individualidade nas pessoas. Mas será que precisamos de individualismo na empresa? Uma organização não é feita de uma pessoa. Parece que, as vezes se esquecem disso", questiona Antonio Argandoña.

Um tema que gera grande repercussão é a questão da sustentabilidade e da responsabilidade social. Problemas como aquecimento global, fome pelo mundo, questões ambientais e ensino precário são temas que cada vez mais preocupa o mundo. No entanto, o professor da IESE Antonio Argandoña ainda acredita que vivemos um processo que está, na maioria das vezes, apenas no discurso. "Como não conseguimos culpar especificamente ninguém sobre esses problemas, acabamos lavando as mãos. Mas a questão é que todos temos responsabilidades", relata.

Refletir para melhorar

Um dos caminho para fomentar uma melhoria nas três dimensões da Administração (ética, social e econômica) está na reflexão, destaca o professor. " Reflexão sobre o que é minha empresa? Qual é a missão externa e interna da minha empresa? Como posso satisfazer meus funcionários? Isso exige participação de todos, fornecendo treinamento, em um objetivo comum. Isso, sem dúvida, trará um impacto positivo nas pessoas, na empresa e na sociedade.


sábado, 20 de outubro de 2012

Abertas as inscrições para o 5º Fomenta Nacional



Encontro que incentiva governos a comprarem dos pequenos negócios será realizado em Belo Horizonte

Estão abertas as inscrições para o 5º Encontro de Oportunidades para as Micro e no endereço eletrônico www.fomentasebrae.com.br. Promovido pelo Sebrae, o evento visa a ampliar o acesso dos pequenos negócios às compras governamentais, um mercado estimado em R$ 4,2 bilhões - número que representa 10% do Produto Interno Bruno (PIB) do país, segundo dados do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

"A participação em licitações exige uma qualificação específica, que inclui manter a regularidade fiscal, entender corretamente o edital, fazer uma correta formulação de preços etc. E é muito importante também o planejamento, para que a pequena empresa não ofereça na licitação produtos, serviços ou preços que não será capaz de cumprir na execução dos contratos. O Sebrae auxilia os empresários a se preparar para ingressar nesse mercado de forma consciente e planejada", afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

O encontro é realizado em parceria com o Ministério do Planejamento e incentiva a aplicação do capítulo 5 da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06). Entre as medidas, a legislação estabelece exclusividade para o segmento nas compras de até R$ 80 mil; subcontratação pelas maiores empresas vencedoras de licitações públicas em até 30% do valor licitado; e cotas de até 25% nas compras de bens e serviços de natureza divisível, como material de escritório.

O Fomenta é uma das várias estratégias utilizadas pelo Sebrae para ampliar o acesso dos pequenos negócios às compras governamentais. A iniciativa também dissemina informações sobre os impactos positivos desse acesso na geração de emprego, distribuição de renda, aquecimento da economia e desenvolvimento local. Para isso, realiza ações como palestras, debates, rodadas de negócios e capacitações sobre processos licitatórios.

Nessa edição, as rodadas de negócio ocorrerão entre micro e pequenos negócios e grandes empresas fornecedoras do poder público, o que possibilitará o fechamento de negócios durante o evento. De acordo com a programação preliminar, no dia 19 haverá duas atividades prévias ao evento: um encontro de agentes de desenvolvimento e outro de equipes do Sebrae da área de políticas públicas. A partir do dia 20, será promovido seminário sobre políticas setoriais de compras governamentais, painéis de oportunidades de negócios com o poder público e rodadas de negócios entre empresas.

Estão previstos ainda um seminário internacional sobre compras governamentais e oficinas de capacitação a respeito de processos licitatórios. Haverá espaço para atendimento e cadastramento das empresas nos portais de compras dos governos federal e estadual, prefeitura de Belo Horizonte e de instituições financeiras. A abertura oficial está marcada para às 18h do dia 20 de novembro.
Resultados

O Sebrae também prepara um termo de referência para incentivar a inclusão de pequenos negócios nos programas estaduais de compras, como já acontece em Sergipe, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. "Programa de governo é compromisso do governante, por isso tem mais chance de ser implementado", explica a analista de Políticas Públicas do Sebrae, Denise Donati.

Balanço da instituição aponta que 624 municípios do país já priorizam efetivamente o setor. Números do MPOG também mostram que as compras do governo federal junto aos micro e pequenos negócios cresceram de R$ 2,1 bilhões, em 2006, para R$ 15,2 bilhões, em 2011. "Mobilizações como o Fomenta reforçam esses incentivos", resume Denise Donati.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Doze empresas pernambucanas no ranking nacional das 250 que mais cresceram no país


Doze empresas pernambucanas conseguiram driblar o chamado “Custo Brasil” e se inseriram no seleto grupo das 250 pequenas e médias empresas (PMEs) que mais crescem no Brasil. Estudo realizado pela Deloitte em parceria com a revista Exame PME revela que elas conseguiram chegar ao topo aumentando o portfólio de produtos e serviços (62%), otimizando processos e renovando a estrutura de vendas (59%). Para reduzir custos, negociaram melhores condições de pagamento (65%), renegociaram e substituíram fornecedores (64%).

No ranking nacional, a Valox aparece em terceiro lugar, atrás apenas da Arcitech, do setor de telecomunicações, e da Reuter, do ramo da construção civil. Cresceu incríveis 8.704,5% no acumulado entre 2009 e 2011, uma média anual de 838,3%. “Nosso crescimento é reflexo do que ocorre em Pernambuco. Investimos em marketing e conseguimos conquistar o mercado fazendo não apenas mobiliário corporativo, mas móveis personalizados”, conta a diretora comercial Juliana Gusmão.

A Valox nasceu no Recife em 1991 fazendo móveis para informática. Tinha, na época, três funcionários. Nos últimos dez anos, passou a produzir uma extensa linha de móveis para lojas, escritório e cadeiras, além de oferecer soluções personalizadas. Com o crescimento de Suape, a empresa começou a fornecer para empresas como Camargo Corrêa e Engevix, estando presente em grandes obras como a Refinaria Abreu e Lima e a PetroquímicaSuape, da Petrobras. Hoje, são 150 empregos diretos em três lojas localizadas no Recife, em João Pessoa e em Natal. Até 2014, a empresa planeja abrir outras três unidades em Fortaleza, Maceió e Aracaju.

Além da Valox, fazem parte da lista as também pernambucanas Construtora Andrade Mendonça, Serttel, Estaf, Segsat, Betonpoxi, Carbo Gás, Pitang, SET Sistemas, Maia Melo Engenharia, Faculdade do Vale do Ipojuca e Tron. “A inclusão dessas 12 empresas de Pernambuco no ranking nacional significa que o estado retomou um lugar de destaque na economia do Nordeste”, analisa José Emílio Calado, sócio-diretor da Deloitte.

MICHELINE BATISTA / DIÁRIO DE PE

domingo, 9 de setembro de 2012

Suape atrai empresas de diferentes países e eleva PIB estadual


“Não é difícil avaliar que o que resulta nesse aumento é a infraestrutura do Porto e a localização estratégica, ou seja, distante apenas 40 quilômetros da Capital”, argumentou o deputado Adalto Santos

Da Redação

Jarbas Araújo
Crescimento – Adalto Santos apresentou dados
O Complexo Portuário de Suape e como ele interfere no desenvolvimento econômico de Pernambuco pontuaram o discurso do deputado Adalto Santos (PSB), no Plenário, na manhã de ontem. O parlamentar ressaltou que Suape tem atraído, cada vez mais, investimentos em decorrência do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de 4,5%, em 2011, em comparação com 2012. O índice ficou acima da média nacional, que foi de 2,7%. “Não é difícil avaliar que o que resulta nesse aumento é a infraestrutura do Porto e a localização estratégica, ou seja, distante apenas 40 quilômetros da Capital”, argumentou.
O socialista parabenizou o governador Eduardo Campos pelos investimentos voltados ao Complexo, onde funcionam mais de cem empresas e outras 50 estão em fase de instalação. “Investidores de outros países voltam os olhos para Pernambuco. Exemplo disso é uma fabricante portuguesa de turbina eólica que emprega cerca de 600 funcionários”, observou, acrescentando que quem se dirige a Suape vê o nítido desenvolvimento.

sábado, 8 de setembro de 2012

Supersimples para todos: o que falta é ampliar o alcance do sistema

O Supersimples é um regime diferenciado de tributação, menos burocrático e com impostos reduzidos, o que facilita a entrada e permanência no mercado formal

Em cinco anos de Supersimples, como é conhecido o sistema simplificado de tributação das micro e pequenas empresas (MPEs), mais de 6,5 milhões de pessoas jurídicas - incluindo 2,5 milhões de empreendedores individuais - aderiram a ele. Para se ter uma ideia da importância desse sistema para a economia brasileira, a presidente Dilma Rousseff anunciou recentemente que as micro e pequenas empresas que aderiram a esse regime são responsáveis por um em cada quatro empregos com carteira assinada no Brasil. Entre os profissionais inscritos, estão os mecânicos, doceiros, cabeleireiros, manicures, vendedores de roupas e cosméticos e fotógrafos, entre outros. Agora, o desafio é trabalhar e pressionar para que o Supersimples seja estendido a outras categorias de empreendedores.

O Supersimples é um regime diferenciado de tributação, menos burocrático e com impostos reduzidos, o que facilita a entrada e permanência no mercado formal. Nele, todos os oito tributos são pagos com uma só alíquota, mediante documento único de arrecadação para recolher mensalmente IRPJ, IPI, CSLL, Cofins, PIS, INSS, ICMS e ISS. Em 2007, primeiro ano de vigência do sistema, foram arrecadados R$ 8,3 bilhões, chegando aos atuais R$ 42,2 bilhões (referentes a 2011).

Essa facilitação é positiva porque essas pequenas empresas são grandes geradoras de renda, riqueza e oportunidades de trabalho. Assim, além de ter direito a emitir nota fiscal, acessar crédito mais barato e deixar seu negócio totalmente legalizado, esses profissionais ainda têm auxílio doença, aposentadoria por idade e licença maternidade.

Atualmente, podem recolher impostos pelo Supersimples os empreendedores individuais com renda de até R$ 60 mil por ano, as microempresas com receita bruta anual de até R$ 360 mil e as pequenas empresas que faturam até R$ 3,6 milhões. É também permitido contabilizar as receitas com os produtos exportados separadamente daquelas conseguidas no mercado interno. Desse modo, uma empresa de pequeno porte pode faturar até R$ 7,2 milhões por ano e permanecer enquadrada no regime, desde que tenha faturado pelo menos a metade com exportações.

Com tantas vantagens, o que falta é estendê-lo ao maior número possível de empresários, garantindo a isonomia entre os profissionais de serviço. Assim, todas as micro e pequenas empresas teriam acesso a um índice de cobrança único baseado no faturamento, independentemente do ramo de atuação do negócio. Felizmente, algo já está sendo feito para mudar essa situação.

De acordo com o presidente da Confederação Nacional de Serviços, Luigi Nese, o segmento de serviços é o que mais emprega no país - com 39 milhões de trabalhadores em 1,1 milhão de empresas -, representando 67% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que ficou em R$ 2,3 trilhões em 2011. Já o presidente da Federação Nacional dos Corretores de Imóveis (Fenaci), Carlos Alberto Schmitt de Azevedo, afirmou em entrevistas que 35% dos 15 milhões de profissionais liberais brasileiros estão na informalidade. Segundo ele, 70% dos 250 mil corretores trabalham sem carteira assinada no Brasil.

Em parceria com integrantes do Sebrae e representantes do setor produtivo e do governo, a Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas do Congresso Nacional tem discutido possíveis ampliações no alcance do Supersimples. Uma das intenções do projeto de Lei Complementar que deve ser apresentado na Câmara dos Deputados nos próximos meses é incluir novas atividades no rol dos que podem solicitar o benefício. Entre eles, figuram os que atuam nas áreas de representação comercial, administração ou locação de imóveis, jornalismo, publicidade, além de profissionais da saúde, como dentistas, psicólogos e fonoaudiólogos.

As propostas também devem recomendar mudanças em mais alguns pontos da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas – além dos ligados diretamente ao regime especial de tributação –, prevendo aumentar para R$ 120 mil, em vez do limite atual de R$ 80 mil o teto das licitações exclusivas para a contratação de pequenos negócios.

Outro estudo da comissão envolve mecanismos para evitar a chamada substituição tributária entre as empresas enquadradas no programa - quando uma única empresa, na ponta, recolhe o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) por toda a cadeia envolvida -, modificando a forma de cobrar o imposto. Segundo o SEBRAE, a reclamação dos empresários é que este formato anula os ganhos conseguidos em redução de carga tributária pelo Supersimples. Porém, esse tipo de alteração depende também de negociações com o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).

Outros dois itens do projeto de lei são dobrar o valor do teto de receita das MPE exportadoras, que atualmente é de R$ 3,6 milhões, e estender benefícios do Simples Nacional para a agricultura familiar.

Mesmo com algumas complexidades contábeis, dificuldades de adequação e a renúncia fiscal, os benefícios que virão serão imensos tanto para empresários quanto para o governo, que mais uma vez dá provas de que aposta no potencial empreendedor dos brasileiros. A pequena empresa já é reconhecida como base da economia brasileira, então nada mais justo do que investir cada vez mais no seu fortalecimento.

domingo, 26 de agosto de 2012


Congresso vai orientar micro e pequenas empresas


Evento será nesta terça (28) em Boa Viagem

Com o grande objetivo de esclarecer e tirar todas as dúvidas do setor em relação ao novo plano de compras governamentais anunciado recentemente, Pernambuco recebe a 13ª edição do Congresso Estadual de Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco. Será na próxima terça, dia 28, a partir das 8h, no Hotel Jangadeiro, na Avenida Boa Viagem.


As inscrições vão até as 18h de amanhã no site da Federação das Micro Empresas e Empresas de Pequeno Porte de Pernambuco (Femicro-PE), www.femicro-pe.org.br. Custam R$ 30. Quem perder ainda pode garantir a vaga no dia do congresso, das 8h às 9h, antes do início das atividades.

Com o tema “Empreendedorismo é o caminho”, o dia será inteiramente dedicado a palestras, divididas em quatro painéis distintos. O primeiro, das 10h às 12h, será governamental. Os microempreendedores poderão conferir palestras sobre projetos de incentivos, estímulo à exportação e políticas de compras governamentais.

A partir das 14h, o primeiro painel da tarde terá a analista do Sebrae Tereza Nelma levando dicas para os empreendedores individuais que acabaram de se formalizar.

Em seguida, uma palestra sobre franquias, com o presidente da BTC Group, Gutenberg Fernandes.
No painel Legislação, os empresários poderão aprender sobre leis trabalhistas e a relação entre empregado e empregador. Por fim, haverá um horário motivacional, com Alessandro Menezes, diretor administrativo/financeiro da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina.

As microempresas, empresas de pequeno porte e empreendedores individuais contarão também com um balcão de atendimento, com orientação ao crédito, feito pela Agência de Fomento de Pernambuco (Agefepe) e por representantes do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

A Femicro conta com apoio da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro) e do Sebrae.

GOVERNO - No início do mês, o governo do Estado atendeu a um pleito antigo das micro e pequenas Empresas (MPEs): assinou um decreto que cria uma nova política de compras governamentais.

Até então, o modelo existente restringia a participação do setor a contratos de até R$ 80 mil. Agora, será possível também praticar a subcontratação de empresas de menor porte e participar de cotas de reservas de lotes em licitações (até 25%). As novas regras passam a valer em novembro.


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Programa leva empresários a quatro escolas de negócios de países dos BRICs



Objetivo do programa, do qual faz parte a Fundação Dom Cabral, é promover o conhecimento do ambiente de negócios e cultural dos países que compõem os BRICs

Promover conhecimento profundo sobre cada uma das economias dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), oferecendo às empresas habilidades para investir com sucesso nesses países. Este é o objetivo do Programa BRICs on BRICs, parceria inédita entre quatro escolas de negócios: a Fundação Dom Cabral (FDC), do Brasil; a Moscou School of Management Skolkovo, da Rússia; o Indian Institute of Management Ahmedabad (IIMA), da Índia; e a Cheung Kong Graduate School of Business (CKGSB), daChina. A segunda turma do programa começa em outubro deste ano.
O programa é destinado a CEOs, executivos e autoridades governamentais. Os participantes têm aulas presenciais nas quatro escolas e contato direto com empresas, representantes do governo e a cultura local. Em 2011, 24 executivos se inscreveram no programa, vindos de seis países diferentes, todos eles ocupantes de cargos de CEO, VP ou Diretor em grandes empresas. O programa é composto por quatro módulos – cada um realizado em um dos países dos Brics, onde os participantes permanecem por seis dias.
Juntos, os BRICs representam 42% da população do planeta e 18% do PIB mundial. Deixaram de ser fornecedores de recursos naturais e mão-de-obra e despontam como importantes mercados consumidores. Em virtude deste contexto promissor, as quatro escolas de negócios se uniram para desenvolver o programa BRICs on BRICs, que traz compreensão sobre os ambientes de negócios e as culturas locais por meio da vivência real em cada país.
Com grande potencial, essas economias atraem cada vez mais investidores, que precisam entender melhor como as empresas são geridas e como são formadas as suas redes de negócios nesses países. "Além do aprendizado tradicional em sala de aula, os participantes têm acesso a grandes empresas, representantes governamentais e executivos do país, para que possam compreender as diferenças nas leis e nas conjunturas econômicas, bem como o papel desempenhado pelos governos. Para ampliar as fronteiras culturais, os participantes são convidados a visitar domicílios e vivenciar os costumes locais", explica Antônio Batista, Diretor do Programa BRICs on BRICs.
Datas
No Brasil - Belo Horizonte e São Paulo, de 14 a 19 de outubro/12
Na Rússia – Moscou, de 03 a 07 de dezembro/12
Na Índia – Ahmedabad, de 4 a 8 de março/13
Na China – Pequim, de 20 a 25 de maio/13