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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Você está infeliz no trabalho?

Reflita sobre esta questão, respondendo a algumas perguntas básicas:
- Você sente que está sendo subutilizado em sua empresa?
- Você não consegue aprender mais nada durante o seu dia a dia no trabalho?
- Você não tem progressão na carreira há algum tempo e não visualiza qualquer oportunidade de crescimento no setor em que trabalha?
- Algumas políticas de Recursos Humanos da sua empresa lhe parecem bastante injustas?
- Você tem chegado à sua residência estressado, confuso ou cansado com a sensação de que o seu dia foi extremamente improdutivo?
Responder a estas questões fará com que você reflita sobre a sua motivação atual para o trabalho.
O interessante é que a frustração profissional pode nos levar a reagir de algumas maneiras bastante distintas:
- Irritabilidade ao extremo: você está prestes a explodir. Ou vai entrar na sala do seu chefe e dizer tudo o que pensa dele e da empresa sem medir as consequências, ou vai pegar as suas coisas e pedir demissão sem refletir sobre os resultados deste ato.
- Depressão: você em breve estará tomando antidepressivos ou medicamentos para síndrome do pânico. A sua infelicidade está estampada em seus olhos e em suas atitudes. A sua família está preocupada, mas não consegue ajudar. Só em pensar que você precisa acordar no dia seguinte para mais um dia de trabalho, isso já lhe dá pânico e dores de cabeça.
- Comodismo: você já entendeu que a sua empresa e o seu chefe são assim mesmo. Nada vai mudar. Tudo bem! "Continue fazendo o básico, não reclame e o seu salário estará garantido no final do mês. Faz parte do jogo corporativo", você pensa.
Se pensarmos bem, todas essas reações têm implicações negativas, pois sabotam a nossa chance de sair desta situação de infelicidade.
É importante ter em mente que fazer a nossa parte perante um problema ou incômodo é esgotar as possibilidades de resolução.
Sugiro, então, algumas dicas que podem ser bastante úteis nestes momentos que parecem parar o nosso crescimento profissional.
1) Faça uma autoanalise dos seus comportamentos e posturas. Pessoas ansiosas demais e que demonstram insegurança a cada nova demanda acabam sendo excluídas; profissionais fofoqueiros ou aqueles que vivem reclamando de tudo e de todos não são bem vistos por ninguém. Pessoas sem iniciativa ou apáticas, nunca são chamadas para participar de novos projetos; profissionais explosivos e com baixo equilíbrio emocional são alvo fácil de rótulos e ninguém gosta de trabalhar com eles. Verifique se alguma de suas características comportamentais tem impedido o seu crescimento na empresa, gerando esta infelicidade profissional.
2) Converse com o seu gerente, com um colega da sua confiança ou com um mentor e procure entender o que está acontecendo. Eles poderão ajudá-lo a identificar algumas formas ou saídas para minimizar sua insatisfação no trabalho. Talvez a empresa esteja passando por algumas dificuldades e toda a equipe também está sofrendo com a situação - pelo menos você entenderá o que de fato está ocorrendo com você e com as pessoas ao seu redor.
3) Ofereça ajuda para o trabalho que um colega esteja desenvolvendo. Você demonstra empatia com o outro e, no final, acaba sentindo-se útil. Isto estimula a sua motivação que estava esquecida, gerando aprendizado para ambas as partes, pois ocorre a troca de experiências e conhecimentos.
4) Utilize o seu ambiente de trabalho como um laboratório para novas experiências. Olhe ao seu redor e veja em que você pode ser útil. Teste novas ideias, implemente novos programas, junte-se às pessoas motivadas, faça a diferença. Quando você se movimenta e se comunica acaba encontrando muitos "espaços" que necessitam da sua colaboração. Isto é um propulsor de motivação.
5) Faça cursos extras, mesmo que o custo tenha que sair do seu bolso. Ao adquirir novos conhecimentos, a motivação acaba reacendendo. Procure ainda utilizar este novo aprendizado em sua rotina diária de trabalho. Isto lhe trará mais autoconfiança.
6) Busque um processo ou uma área em sua empresa que possa lhe trazer mais satisfação. Assim que surgir um projeto interessante tome a iniciativa e peça ao seu gerente para participar. Ou ainda, converse com pessoas de outros setores para entender onde você se encaixaria melhor. As empresas desejam pessoas produtivas, mesmo que para isso elas tenham que mudar de área. Ao entrar em novos desafios, você se sentirá mais motivado e, provavelmente será mais produtivo. Por outro lado, se não há espaço ou possibilidades para fazer isso em sua empresa, comece a olhar para fora.
7) Atualize o seu currículo antes de sair procurando uma nova recolocação. Você precisará olhar para ele e entender como os seus pontos fortes e habilidades podem de fato contribuir com outras empresas. Se você mal se conhece, como vai convencer uma organização a contratá-lo?
8) Esteja preparado para uma entrevista. Um bom currículo não é garantia de que você conseguirá um emprego rapidamente. Conheço inúmeras pessoas com um background excepcional, mas que não passam da entrevista. Leia mais sobre o assunto e entre em grupos de discussão para entender o que os empregadores estão demandando durante este processo.
Esteja certo de que existem inúmeros lugares e inúmeras atividades que você pode realizar e que lhe trarão de volta a sua motivação no trabalho, mas é você quem precisa entrar em ação!
Por outro lado, as empresas precisam estar atentas e monitorar de perto a motivação dos seus empregados. As pessoas não acordam cedo para ir ao trabalho a fim de realizar tarefas. Elas querem ir ao trabalho para acrescentar VALOR à organização e às pessoas a sua volta.

Fonte: http://www.rh.com.br/Portal/Motivacao/Artigo/9361/voce-esta-infeliz-no-trabalho.html#

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Para ser bem-sucedido, tenha um plano B

Em geral, quando as coisas vão bem, o profissional negligencia seu networking, seu autodesenvolvimento e as notícias



As pessoas raramente pensam que precisarão de um plano B, até que, de repente, perdem o emprego! Nesse momento, é como se o chão se abrisse sob seus pés e elas caíssem em um poço sem fundo, sombrio e desconhecido. Uma sensação que leva ao estresse e, em alguns casos, ao desespero e à depressão.

Em geral, quando as coisas vão bem, o profissional negligencia seu networking, seu autodesenvolvimento e as notícias. Além disso, o excesso de trabalho e o orgulho colocam o indivíduo em uma situação na qual ele tem pouco tempo para refletir de forma lúcida sobre o futuro de sua carreira. Quando as coisas mudam, ele simplesmente não está preparado.

Contudo, não precisa ser assim. A consciência de que o mundo se transforma a cada instante exige que todos tenham um plano B. Essa alternativa de carreira não pode ser construída em cima da hora. Isto é, não espere que a vida profissional o deixe sem renda, para, então, pensar em alternativas. Primeiro, porque o desenvolvimento de opções requer tempo e, segundo, que você não estará no seu melhor momento emocional para tomar decisões e construir algo que faça sentido.

Prepare-se para tempos ruins, e só terá tempos bons. Algumas perguntas são fundamentais para a pessoa estar desperta quanto à sua realidade. Minhas sugestões de perguntas são:
E se você estiver errado?

Essa questão ajuda o indivíduo a refletir sobre sua visão do futuro, que pode não ser a mais apropriada e, nesse caso, avaliar quais são outros caminhos que a empresa, seu chefe, a economia e até mesmo o País podem tomar. A partir daí, fazer planos e agir para proteger-se desses percursos menos favoráveis.
E se alguém relevante para você adoecer ou morrer?

Muitas pessoas viram suas vidas virar de ponta-cabeça porque nunca pensaram que alguém relevante em sua família poderia, repentinamente, adoecer ou morrer. Sugiro pensar seriamente no que ocorreria com você caso alguém viesse a lhe faltar ao longo dos próximos anos. Como isso afetaria você emocional e profissionalmente? É uma experiência difícil perder alguém que amamos, e devemos pensar com maturidade sobre esse assunto.

A propósito, não são somente os outros que adoecem e morrem. A pessoa que está sentada na sua cadeira também! Se você tem filhos e outros dependentes de sua renda, seja responsável e crie planos alternativos para sua ausência.
E se você for passado para trás?

Tome muito cuidado com suas amizades, as pessoas com as quais faz negócios e com quem você trabalha. Os contratos que você assina provocam consequências administrativas e jurídicas, portanto, escolha bem seus parceiros comerciais. Cuidado com seu chefe, pares e subordinados.

Saiba avaliar se eles jogam pelas regras do jogo e, em caso negativo, saiba se proteger. Seja um profissional tão respeitado, que as pessoas tenham receio de fazer algo errado que possa prejudicá-lo. Se você quiser ser bem-sucedido em sua carreira, deve saber que não será possível escolher 100% das pessoas com quem irá trabalhar. Algumas delas não seguirão as regras do jogo, e você deve ser capaz de vencê-las também.
Os planos B, C, D...

Por essas e outras razões, todos nós precisamos de um plano B. Na verdade, precisamos dos planos B, C, D... Eles podem ser tão simples quanto guardar dinheiro para o caso de necessidade. Recomendo que você tenha, ao menos, três anos de seu padrão de vida poupados. Pode parecer um exagero, mas quando coisas realmente ruins acontecem, você precisará de tempo para se refazer. Muitas vezes, pessoas que possuem zero em reservas financeiras precisam reconstruir sua renda rapidamente. É muito difícil, por isso, tenha economias.

Não se esqueça de seus seguros de vida, saúde e de renda. Afinal, você deve pensar no que aconteceria com as pessoas que dependem de você, caso venha a ter uma doença grave ou a falecer. A morte não é a inimiga, a indiferença, sim. Não seja indiferente ao seu futuro e ao futuro das pessoas que ama. Pense com antecedência e planeje-se.

Mantenha seu networking ativo. Não deixe para demonstrar apreço por seus amigos, fornecedores e clientes somente em momentos negativos. Tenha interesse em criar uma comunidade ao seu redor com pessoas que possuam a mesma ética e os mesmos valores que os seus. É fantástico poder estar com aqueles que, além de boa companhia, têm interesse em seu sucesso e apreciam contribuir com ele. Além disso, por mais humilde que você seja a seu próprio respeito, saiba que seus amigos apreciam sua presença e seu esforço em comparecer a eventos importantes para eles.

Não faça isso apenas por sua carreira, mas porque sua presença e o diálogo são as melhores formas de demonstrar consideração. Afinal, é fácil comprar um presente para alguém e mandar o motoboy entregar. Difícil é arrumar tempo para compartilhar com as pessoas.

Mantenha-se atualizado. Acompanhe o desenvolvimento tecnológico, pois a velocidade com que novos produtos e serviços são criados coloca em risco carreiras aparentemente seguras. Além disso, sempre que possível, pense em empreender ou em quais seriam suas opções como um profissional autônomo. As tecnologias criam mercados novos e promissores para alguém que deseja ter uma alternativa de renda.

Por último, não deixe de ler as notícias e suas implicações no futuro de sua carreira. Saiba avaliar como os fatos do cotidiano restringem ou ampliam as suas possibilidades profissionais. Tenha um profundo interesse pelas informações políticas, especialmente as que falam sobre as leis que são aprovadas nas esferas federal, estadual e municipal. São elas que favorecem e definem sua profissão. Acompanhe-as de perto.

Tenha em mente que é dificílimo trabalhar, dar conta de nossa extensa agenda e, ainda por cima, precaver-se, pensar e desenvolver planos alternativos. Mas depender de uma única fonte de renda é como viajar em um avião monomotor. Tudo vai bem, contanto que o motor não quebre. E motores quebram.

Vamos em frente!

Sílvio Celestino é sócio-fundador da Alliance Coaching é autor do livro "Conversa de Elevador – Uma Fórmula de Sucesso para sua Carreira". No Twitter: @silviocelestino
 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

10 maneiras do profissional mostrar seu valor à empresa


A competitividade tornou-se uma das palavras mais fortes do meio organizacional e não é para menos. Afinal, diante de tantos processos inovadores, os profissionais precisam estar atualizados para garantir a empregabilidade. Por isso, no dia a dia, cada colaborador procura o seu espaço na empresa em que atua e isso, por sua vez, significa mostrar o talento que possui e a contribuição que é possível dar ao negócio. Confira abaixo algumas maneiras que o funcionário pode revelar seu valor para a organização, respeitando logicamente ética diante dos seus pares.

1 - Pró-atividade - Antecipar-se ao problema e chegar ao gestor com a solução. Hoje, as empresas desejam que os profissionais não só atuem quando a dificuldade chega, mas sim tenham visão do futuro. É muito mais positivo para o profissional apresentar para a liderança uma proposta do que apenas uma situação problemática que já se instituiu na empresa.

2 - Espírito de equipe - É indispensável ter a consciência de que não se vai a lugar algum sozinho. O profissional que quer mostrar seu valor para a empresa também precisa saber trabalhar em equipe ou ele acabará isolado e, consequentemente, perderá espaço ao invés de ganhar.
3 - Aprendizado contínuo - Estar disposto a sempre aprender, todos os dias, com todos que o cercam e ir à busca de novas fontes de conhecimento. Acreditar que é o "dono da verdade" ou se recusar a compartilhar experiências com seus pares é um retrocesso na carreira de qualquer profissional. Aprender, aprender e aprender é uma ação contínua em um mercado globalizado.
4 - Negócio da empresa e a concorrência - Ter visão do negócio não é mais privilégio dos profissionais A ou B, mas sim de todo colaborador que deseja ter uma boa projeção no futuro. Conhecer o negócio e ter conhecimento sobre o mercado em que a empresa atua, bem como em relação à concorrência, permite que o funcionário tenha uma ação estratégica em suas atividades e se destaque daqueles que apenas cumprem as atividades que chegam às suas mesas.
5 - Superação de limites como meta pessoal - Se o profissional atingiu uma meta determinada, ótimo! O dever foi cumprido, mas não significa que ele deva cair na zona de conforto. Pelo contrário, pois cada desafio apresentado deve ser visto como um estímulo para sua constante melhoria. Superar limites faz parte da realidade corporativa, então arregaçar as mangas deve ser um hábito diário.
6 - Satisfação dos clientes internos e externos - Todo profissional deve atuar com foco no negócio da empresa e ter consciência de que sua contribuição faz o diferencial para a organização. Quando se tem essa visão, contribui-se tanto com a satisfação do cliente interno (os colegas de trabalho) quanto o cliente externo - que compra os serviços da empresa e traz capital de giro. Trabalhar bem também significa atender bem, superar as expectativas de quem está ao seu lado todos os dias, como daquele que irá chegar consumir o produto final da companhia.
7 - Comunicação - Quem não se comunica, prende-se em uma ostra e se isola do mundo. Não se concebe mais a imagem de um profissional que pense que a comunicação interpessoal seja um supérfluo para a vida da empresa. No processo de comunicação torna-se fundamental saber expressar suas ideias, bem como ouvir o que demais têm a dizer.
8 - Abertura à inovação - As inovações chegam às empresas numa velocidade cada vez maior e por esse motivo dizer "não" ao novo negar-se ao próprio desenvolvimento. Só conhecendo um novo ponto de vista, por exemplo, é possível abrir a mente para avaliar se sua atuação na empresa pode ser melhorada.
9 - Criatividade - Ao contratar um profissional, a empresa espera que ele demonstre seu talento no dia a dia e isso pode ocorrer através do potencial criativo que cada indivíduo possui. Registre-se aqui que ser criativo não significa ter ideias mirabolantes, mas ter a capacidade de pegar o que já existe na empresa, utilizá-la de forma inovadora e mais rentável. Pequenas ideias já renderam grandes resultados.
10 - Sem medo de errar - Quem tem êxito na vida já arriscou e é quase certo de que cometeu erros na sua trajetória. Pensar que é infalível é outro "pecado" grave que o profissional comete contra si, pois todo ser humano é passível de erros. E só erra quem tenta fazer algo. Lembre-se que no processo de aprendizagem, o erro sempre estará presente.