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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Como preparar a sucessão em empresas familiares


O momento ideal para a sucessão é quando o líder aceita que para trocar o papel de ator pelo de tutor do sucessor e também da geração seguinte


O momento de transição da liderança é um dos desafios mais complexos de um negócio familiar

Temas como a sucessão na liderança da empresa e do patrimônio familiar estão entre os mais delicados e de difícil condução para os envolvidos em um negócio de família. Muitas vezes resultam em insatisfações e discussões permanentes, podendo levar até mesmo à dissolução de um negócio bem sucedido por muitos anos.

É complexo separar as relações pessoais das profissionais quando estão envolvidos membros de uma mesma família. Não é algo opcional. O parentesco entre as partes não é garantia de haver compatibilidade no trabalho, nem como sócios, nem como chefe e subordinado.

“Minha experiência na condução desse tipo de transição mostra que não é possível iniciar o processo se o líder atual não aceita que, a partir de um determinado momento, sua principal missão é preparar a sucessão”, diz o advogado especializado em Direito Empresarial, Angelo Antonio Picolo.

O especialista acredita ser imprescindível reconhecer alguns aspectos sem os quais a sucessão não pode ser desenvolvida com êxito. “Não se trata de mudar uma pessoa por outra. É um processo onde intervêm o sucessor, o sucedido, a empresa e os seus gestores, bem como a família”, explica.

Com o passar do tempo as famílias e as empresas tornam-se mais complexas devido ao aumento do número de pessoas e, consequentemente, do tamanho do negócio. “A chave para o êxito na continuidade está em como a família irá gerir essa complexidade. Com base na experiência de famílias que superaram a terceira geração, a gestão da continuidade foi realizada por meio de um sonho comum, um projeto empresarial de futuro consensual e partilhado”, relata Picolo.

Como preparar a sucessão? Quando ela deve ser iniciada?

Segundo Angelo Picolo, uma nova liderança não surge por decreto; portanto, deve-se prepará-la paulatinamente ao longo do tempo. O apoio da família e o envolvimento no processo do sucessor e do sucedido são fundamentais. “O momento ideal para dar início a esse processo é quando o líder aceita que a principal missão dele é preparar o processo sucessório, quando ele estiver pronto para trocar o papel de ator pelo de tutor do sucessor e também da geração seguinte, que deve oferecer apoio incondicional ao escolhido”, decreta.

Para finalizar, o especialista faz um alerta: “uma empresa pode sucumbir devido a imprevistos que todos nós estamos sujeitos: como a morte do líder, o surgimento de um desequilíbrio conjuntural ou os efeitos perversos de uma separação conjugal. Por isso, há que se cuidar do futuro e da capacidade de crescer e de sobreviver da empresa familiar, mantendo sua capacidade de empreender, inovar e abrir caminhos”.
Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/como-preparar-a-sucessao-em-empresas-familiares/96883/


domingo, 2 de novembro de 2014

Você se acha um líder perfeito? Conheça o viés do autoengrandecimento

Se você é chefe, o que acha que seus funcionários (e outras pessoas) diriam a seu respeito?
Para o prof. Robert I. Suttom, autor do livro Bom Chefe, Mau Chefe, os chefes, assim como outros seres humanos, são juízes notoriamente fracos de suas próprias ações e realizações. Para o autor, a maioria dos chefes, e consequentemente das pessoas, sofre do que ele chama de viés de autoengrandecimento, ou seja, tendemos a acreditar que somos melhores do que o resto – e temos muita dificuldade para aceitar ou lembrar de fatos contrários.
Para comprovar seu ponto de vista, o autor cita em seu livro dois estudos. O primeiro, por exemplo, mostrou que 90% dos motoristas acreditam que têm habilidade acima da média para dirigir. De forma parecida, a segunda pesquisa com quase 1 milhão de graduandos do ensino médios nos Estados Unidos mostrou que 70% afirmaram ter habilidade acima da média em liderança, enquanto apenas 2% disseram ter habilidades abaixo da média.
Esses estudos me fizeram lembrar de um pequeno exercício que fiz em um curso de negociação. Naquela altura, o professor pediu para que todos os participantes se dessem notas de 0 a 10 baseados em alguns critérios previamente definidos, como inteligência, carisma, confiança, liderança, etc… Posteriormente, quando ele juntou os resultados de todos os testes, comentou algo que fez a sala cair em risadas:
Parabéns pessoal, vejo que estou ministrando um curso para futuros Einstein’s, pois o que mais vejo são notas 10 para o quesito inteligência.
Enfim, esse viés de autoengrandecimento ampliado ajuda a explicar por que você provavelmente conheça alguns – ou talvez muitos – chefes que têm visões falsas ou exageradas sobre si mesmo.
E o que fazer para evitar cair no truque do autoengrandecimento?
Para o autor, os funcionários, colegas, superiores e clientes proporcionam melhores informações sobre os pontos fortes, as fraquezas e as idiossincrasias de um chefe do que ele mesmo. É com base nesse princípio que todo final de semestre eu costumo aplicar um questionário para que meus alunos avaliem tanto a qualidade do conteúdo das minhas aulas, quanto o meu desempenho como professor.
Concluindo
A maioria das pessoas tem certeza de fazer autoavaliações mais corretas do que as dos seus pares. Infelizmente, essa certeza é apenas mais uma forma de autoengrandecimento. Se você se considera o raro chefe que se enxerga como os outros o veem, tome cuidado, é provável que esteja se iludindo.
E sabe o que é pior? As pessoas mais incompetentes são as que têm as avaliações mais exageradas de suas capacidades de desempenho.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Como aumentar o nível de confiança da sua equipe?

Se as pessoas da equipe não confiam no líder ou nos demais membros do grupo, certamente o trabalho vai desandar


Thinkstock
Dê o exemplo quando a oportunidade aparecer
Uma questão essencial para criar uma equipe mais produtiva é a confiança. Se as pessoas da equipe não confiam no líder ou nos demais membros do grupo, certamente o trabalho vai desandar. Eles deixarão de delegar corretamente e esconderão o jogo, as urgências vão aparecer e, dificilmente, a comunicação será feita de forma eficiente.

Ou seja, aumentar a confiança da equipe é uma forma de garantir a produtividade dos profissionais. No entanto, isso não é algo trivial, exige esforço, pois a confiança depende de uma tríade de fatores: tempo, oportunidades e exemplos.

Tempo porque a quebra ou a falta de confiança não se resolve em dias ou semanas. Às vezes demoramos meses, anos ou até décadas para voltar a ter crédito. Dependendo do estrago que foi feito, talvez não tenhamos nunca mais e precisaremos ter coragem e saber o momento certo de parar de tentar. Porém, na maioria dos casos, existem chances de se restabelecer essa confiança, basta ter paciência e investir parte do seu tempo nisso.

O segundo fator é a existência de oportunidades ou, simplesmente, não haverá como desenvolver um novo comportamento. Um exemplo, é o profissional que perdeu a confiança do chefe por não entregar uma atividade no prazo estipulado. A oportunidade para reverter esse problema pode ser a realização de um novo relatório com prazo definido e com o cumprimento do combinado. Quando surgir uma oportunidade dessas, não pense duas vezes antes de agarrá-la, esse é o caminho mais rápido para restabelecer a confiança.

Por fim, dê o exemplo quando a oportunidade aparecer. Gosto de pensar que quando surge uma oportunidade, ela pode ser a última. Então faça certo desta vez. Intenções não são nada, o resultado é o que vale no fim das contas. O exemplo positivo também se alastra e reforça a confiança.

Com esses três fatores presentes, é possível retomar a confiança. No entanto, para que isso se mantenha, você precisa desenvolver as seguintes habilidades:

1. Cumprir prazos: A má fama de uma pessoa que não entrega suas tarefas no tempo combinado é difícil de ser combatida. Quando assumir um compromisso, tenha a certeza de que poderá cumpri-lo ou esteja preparado para argumentar por que não o fez.

2. Comunicar-se de maneira eficiente: Aprenda a se comunicar com a sua equipe ou com o seu chefe. Caso aconteça algo de errado, explique de forma clara e objetiva. Aponte os problemas e as suas soluções, não os culpados. Seja honesto, sem ferir as pessoas; direto, sem ser grosseiro e rápido, sem ser afobado.

3. Cumprir as suas promessas: Grande parte dos chefes que perdem a confiança da equipe são aqueles que prometem algo que não terão condições de cumprir. Já vi diretor prometer promoções que nunca aconteceram, aumentos impraticáveis ou projetos que dependiam de terceiros. Antes de prometer algo, verifique todas as suas possibilidades, documente, estabeleça prazos, diga o que pode dar errado etc. As coisas mudam, não é possível prever tudo, mas, se você for transparente e mantiver a equipe dentro de tudo o que está acontecendo, o problema pode ser minimizado.

Confiança não é algo fácil de se recuperar, portanto o melhor a ser feito é honrar o crédito que lhe foi dado. Ninguém é perfeito, as pessoas erram e isso é natural do ser humano. A sua atitude com relação aos erros é que faz a confiança ser mantida ou quebrada.
Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/como-aumentar-o-nivel-de-confianca-da-sua-equipe/79634/