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domingo, 6 de abril de 2014

14 competências fundamentais a todo bom empreendedor

Pesquisas mostram traços de comportamento que se manifestam e se combinam de diferentes maneiras e em diferentes graus de intensidade, em diferentes pessoas. Alguns desses traços de comportamento integram as competências que todo empreendedor deve desenvolver


Diversas pesquisas têm sido feitas sobre o comportamento do empreendedor. Essas pesquisas mostram traços de comportamento que se manifestam e se combinam de diferentes maneiras e em diferentes graus de intensidade, em diferentes pessoas. Alguns integram as competências que todo empreendedor deve desenvolver.
Traçando um perfil característico, destacamos além do que citamos acima, as seguintes situações de comportamento da personalidade de um empreendedor: (em ordem de prioridade):

1. Senso de oportunidade

Antecipar-se aos fatos e criar novas oportunidades de negócios.

2. Dominância

Ter compreensão do assunto e prática do fazer.

3. Agressividade e realização

Ter energia para fazer acontecer.
 Foto: Shutterstock

4. Autoconfiança

Ter segurança em relação a seus propósitos.

5. Otimismo

Ser capaz de reagir bem, até na hora das dificuldades.

6. Dinamismo

Ter capacidade de agir de modo adequado sobre a realidade, sendo rápido e apresentando soluções.

7. Independência

Não sentir a necessidade de ter um "empurrãozinho" de outros para se mover e se animar.

8. Persistência

Ser capaz de manter-se firme e constante, sem perder a objetividade.

9. Flexibilidade e resistência a frustrações

Possuir a habilidade de rever posições, assumir o novo e ceder quando preciso.

10. Criatividade

Ser capaz de encontrar caminhos e soluções viáveis e reais.

11. Propensão ao risco

Saber calcular coerentemente os níveis de risco envolvidos.

12. Liderança carismática

Ter equilíbrio em liderar, para vencer com visão em um todo.

13. Habilidade de equilibrar sonho e realidade

Ter conhecimento de planejamento e de gerenciamento.

14. Habilidade de relacionamentos

Manter relacionamentos de forma objetiva, mas com critérios de respeito ao próximo e cordialidade.
Percebemos então, que o conceito de empreendedorismo é secular. Tão antigo, que pesquisar sobre o tema não é difícil. Existem muitas definições sobre o que é ser empreendedor, quais as suas características e o que é empreendedorismo, mas todas chegam a um denominador comum que é o de inovar, criar algo que vá além das necessidades e desejos do ser humano.
Aqui, observamos e aprendemos que o entendimento de tais características inerentes a personalidade empreendedora, contextualiza fortemente nosso momento mundial. A presença e força dos perfis empreendedores norteiam mudanças e quebram paradigmas a cada nova descoberta ou avanço da dita sociedade aprendiz. Isso mostra o quanto é importante ter consciência e responsabilidade com a formação de pessoas e profissionais que darão continuidade a este estado de mudança comportamental no homem.
Identificamos também, que não existe um perfil totalmente ideal de empreendedor. Os empreendedores podem ser sociáveis ou taciturnos, pragmático ou intuitivos, precavidos ou atrevidos. Não se pode definir um modelo único de perfil empreendedor. Existem sim, as características básicas que permitem, um nível de classificação. Apreende-se, desse resultado, um chamado ao compromisso maior por parte do empreendedor: que passa de "Ser" observado ao "Ser" da séria responsabilidade de condutor de novos modelos de empreendimento, sendo um facilitador de ações que gerem riquezas em todas as áreas.
Diante do que tratamos, verificamos que: identificar, buscar e imitar as atitudes de pessoas que tenham perfil empreendedor, principalmente no seu ritmo e dedicação ao trabalho, contribuirá para o desenvolvimento de nosso processo de crescimento como pessoas e profissionais, e assim contribuiremos de forma geral, para uma nação verdadeiramente renovada e produtiva.
Andrea Teixeira Guilhermon - @DeaGuilhermon
Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/administracao-e-negocios/14-competencias-fundamentais-a-todo-bom-empreendedor/70604/

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Pequenos negócios aquecem economia das cidades litorâneas

O turismo nas cidades litorâneas provocou nos últimos anos forte impacto na chamada economia de praia. Entre 2005 e 2012, a abertura de pequenos negócios nas principais cidades litorâneas do país cresceu 175%, segundo levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). “Em 2005, eram 25,5 mil pequenos negócios envolvidos com a venda de produtos e serviços na praia. Em 2012, esse número ultrapassou a casa dos 70,3 mil” contabiliza o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

Segundo o presidente, as atividades ligadas ao artesanato e à alimentação foram as que tiveram o melhor desempenho durante o período analisado. A quantidade de formalizações entre os artesãos que fabricam bijuterias e suvenires cresceu 363%. Já os empreendimentos de micro e pequeno porte que trabalham com alimentação tiveram um aumento de 165%, impulsionado pela formalização dos ambulantes – de 198, em 2005, passou para 2,4 mil, em 2012, ou seja, um aumento de quase 1.120%.
Somente na cidade do Rio de Janeiro, o número de estabelecimentos que se beneficiaram dos turistas atraídos pelo verão e pelas praias passou, no período analisado, de 9,7 mil estabelecimentos de pequeno porte – aqueles que faturam até R$ 3,6 milhões anualmente- , para quase 26 mil, em cinco anos. As atividades beneficiadas vão desde alimentação e hospedagem até passeios de barco e produção de bijuterias.
 
A orla carioca reúne mais de 900 barracas que, juntas, geram R$ 1,53 milhão por mês. De acordo com outro estudo feito pelo Sebrae, os quiosques têm, em média, três ajudantes e beneficiam cerca de 12 mil famílias. Essa pesquisa foi realizada entre 2009 e 2012, como parte do projeto Praia Legal, iniciativa da instituição e parceiros como a Secretaria Municipal de Ordem Pública e a Associação do Comércio Legalizado de Praia (Ascolpra).
 
Como a praia é um dos símbolos mais fortes da cidade, os donos dos quiosques sabem que um detalhe a mais pode representar uma grande diferença no faturamento e, por isso, se esmeram para surpreender os turistas com serviços diferenciados e, assim, fidelizar o cliente.
 
À frente de uma barraca na areia do Leblon, um dos pontos mais nobres da orla, Vanda Pires, que se formalizou há cerca de três anos como Microempreendedora Individual (MEI), trabalhadora autônoma com receita anual de até R$ 60 mil, oferece mimos a clientes preferenciais. A ex-comissária de bordo e seus três filhos, cada um com sua barraca, têm a vantagem de atender os estrangeiros em três idiomas: inglês, francês e alemão.
 
Qualidade no atendimento
 
Atendimento personalizado também tem sido a chave do sucesso para Jadílson Martins Pereira da Silva. Em Ipanema, ele oferece aos seus clientes guarda-volumes, água doce para tirar a areia dos pés de quem está indo embora e até segurança para vigiar a barraca enquanto o visitante toma um banho de mar. Formalizado como MEI em janeiro de 2010, ele fez um curso pelo Sebrae de Abordagem ao Cliente e vai lançar uma nova oferta neste verão: petiscos feitos em casa.
 
Aos pais que desejam ter mais controle sobre os gastos dos filhos durante o passeio, muitas barracas combinam previamente o limite de crédito de consumo das crianças. Para quem não quer deixar a praia para comer uma refeição mais elaborada, os restaurantes próximos à orla já oferecem o serviço de entrega de comida. Outro diferencial importante da cidade é usar a confiança como moeda. A palavra do cliente é aceita como garantia do pagamento na maior parte das barracas.
 
O presidente da Associação do Comércio Legalizado de Praia (Ascolpra), Paulo Juarez Vargas da Silva, diz que muitos quiosqueiros fizeram cursos no Sebrae para se aprimorar. A associação oferece, inclusive, aulas de noções básicas de inglês, que acontecem uma vez por semana.
 
“Defendo uma capacitação constante, porque esses profissionais precisam se modernizar cada vez mais. Além de oferecerem um bom serviço, também precisam saber como tratar o lixo, por exemplo. Eles trabalham na praia, nosso melhor cartão de visitas”, diz o presidente da Ascolpra.
 
 

sábado, 4 de maio de 2013

MEI - MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL

O que é?

Definição do Microempreendedor Individual - MEI
Microempreendedor Individual (MEI) é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Para ser um microempreendedor individual, é necessário faturar no máximo até R$ 60.000,00 por ano e não ter participação em outra empresa como sócio ou titular. O MEI também pode ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.
 
A Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008, criou condições especiais para que o trabalhador conhecido como informal possa se tornar um MEI legalizado.
 
Entre as vantagens oferecidas por essa lei está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilita a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais.
 
Além disso, o MEI será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL). Assim, pagará apenas o valor fixo mensal de R$ 34,90 (comércio ou indústria), R$ 38,90 (prestação de serviços) ou R$ 39,90 (comércio e serviços), que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS. Essas quantias serão atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo.
Com essas contribuições, o Microempreendedor Individual tem acesso a benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

As diferenças entre o empreendedor e o gestor


O empreendedor é feito de comportamento e atitudes e o gestor é forjado na disciplina e técnica administrativa
O primeiro impulso após ter um sonho de empreender é acreditar, e muito além de acreditar é colocar a mão na massa. Trabalhar e trabalhar... Quem acredita que sendo empreendedor vai trabalhar menos, que como colaborador de uma empresa, está profundamente enganado. Se o que te move a empreender, é o pensamento de trabalhar menos, muito provavelmente terá uma grande decepção.

Recentemente assisti a um vídeo do grande Silvio Santos, um dos maiores comunicadores e empreendedores que conheço. No vídeo ele fala de forma bem informal para seus colaboradores, deixa bem claro, entre outras dicas, a que considero mais simples e mais profunda que é:

"Só não segue o objetivo, quem acredita que as coisas são fáceis. Todas as coisas são difíceis, todas as coisas tem que ser lutadas. Quando você consegue uma coisa fácil, desconfie, porque ela não é tão fácil quanto parece. Continue trabalhando, continue apostando na sua intuição, continue com os pés no chão. Não se importe com que sua esposa fala, com que seus filhos falam, com que seus amigos falem. Se importe com que você vive no dia-a-dia. Pelo menos foi assim que eu conseguir ir de camelô a banqueiro" 1

Silvio Santos

O ser empreendedor é um ser de comportamentos específicos, confunde-se comumente gerir um negócio com empreender, e nada tem em comum. O administrador é um profissional moldado em esforço no estudo de técnicas administrativas, comprovadas após utilizadas em organizações.

O empreendedor é motivado pelo comportamento e atitude, é alguém que gosta do imprevisto, do risco, da instabilidade de empreender. Certa vez ouvi um amigo dizer que empreender é solitário, e é mesmo, pois as decisões são solitárias. Empreender é absorver as dificuldades, a instabilidade de um ambiente e transformá-lo virtualmente em um ambiente seguro e confortável para quem não consegue lidar com essas variáveis.

Todo os administrador pode ser um empreendedor, mas o empreendedor nem sempre é um bom administrador. Muitos empreendedores quebram por não aceitarem que não são bons gestores e não terem humildade para reconhecer tal fato, procurando aperfeiçoamento ou ajuda de um profissional, de um administrador.

Uma pesquisa do Sebrae2 demostrou que das empresas que se tornaram inativas, 68% tiveram como motivo declarado a dificuldade com habilidades gerenciais.

Estas pesquisas comprovam que fazer um negócio acontecer, é uma coisa e mantê-los saudáveis, depende muito de capacidade gerencial. Neste ponto que reforço a importância do profissional de gestão, capacitado para tal.

O empreendedor pode até gostar de gerir, mas geralmente gosta mais de empreender e são coisas quase que antagônicas, em devidos momentos, atitudes empreendedoras, se olhadas pelo prisma da teoria administrativa, não passaria de total loucura. Posso falar isso, pois, estudei sete anos de administração de empresas e se me dissessem, ainda nos bancos acadêmicos, que tomaria decisões baseadas em intuição, eu consideraria essa pessoa um herege corporativo.

O empreendedor muitas vezes se vale de intuição e bom senso, para assumir o risco, fatores totalmente subjetivos o movem. O que é bom senso para mim, pode não ser para o outro. O empreendedor oferece soluções antes de serviços, vende pelo resultado e nunca pelas características de seu produto/ serviço. Ser empreendedor é uma cultura.

A maioria dos empreendedores cruzaram em seu caminho pelo fracasso, mas se temos 68% de empresas que quebram antes dos quatro primeiro anos, por que não somos comumente defrontados com história de fracasso?

Pesquisando no Google por Histórias de Sucesso ceguei a 7.690.000 resultados contra 1.290.000 de histórias de fracassos. Sabe por que isso acontece?

Espera aí! se somente 32% das empresas sobrevivem nos primeiro quatro anos, por que tão poucas histórias de fracasso? não deveria ser ao contrário?

Essa discrepância estatística se deve ao fato de que o empreendedor conta seus insucessos pela vitória, ou seja, o fracasso foi só uma etapa para conquista da vitória. O empreendedor é resistente ao fracasso e faz dele trampolim para a vitória.

O empreendedor é focado no reconhecimento, até aceita o dinheiro como medalha, mas seu prazer é pela competição. O empreendedor é meio como um atleta, é tolerante a falhas, mas é obcecado pela vitória.

Quando a rotina começa é hora de um empreendimento novo. Esse é o ser empreendedor.

1Vídeo disponível no meu site pessoal no link: http://ricardoverissimo.com.br/2012/06/aprendendo-com-o-mestre-silvio-santos/

2 www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/bds.nsf/.../NT00037936.pdf

domingo, 26 de agosto de 2012

Congresso vai orientar micro e pequenas empresas


Evento será nesta terça (28) em Boa Viagem

Com o grande objetivo de esclarecer e tirar todas as dúvidas do setor em relação ao novo plano de compras governamentais anunciado recentemente, Pernambuco recebe a 13ª edição do Congresso Estadual de Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco. Será na próxima terça, dia 28, a partir das 8h, no Hotel Jangadeiro, na Avenida Boa Viagem.


As inscrições vão até as 18h de amanhã no site da Federação das Micro Empresas e Empresas de Pequeno Porte de Pernambuco (Femicro-PE), www.femicro-pe.org.br. Custam R$ 30. Quem perder ainda pode garantir a vaga no dia do congresso, das 8h às 9h, antes do início das atividades.

Com o tema “Empreendedorismo é o caminho”, o dia será inteiramente dedicado a palestras, divididas em quatro painéis distintos. O primeiro, das 10h às 12h, será governamental. Os microempreendedores poderão conferir palestras sobre projetos de incentivos, estímulo à exportação e políticas de compras governamentais.

A partir das 14h, o primeiro painel da tarde terá a analista do Sebrae Tereza Nelma levando dicas para os empreendedores individuais que acabaram de se formalizar.

Em seguida, uma palestra sobre franquias, com o presidente da BTC Group, Gutenberg Fernandes.
No painel Legislação, os empresários poderão aprender sobre leis trabalhistas e a relação entre empregado e empregador. Por fim, haverá um horário motivacional, com Alessandro Menezes, diretor administrativo/financeiro da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina.

As microempresas, empresas de pequeno porte e empreendedores individuais contarão também com um balcão de atendimento, com orientação ao crédito, feito pela Agência de Fomento de Pernambuco (Agefepe) e por representantes do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

A Femicro conta com apoio da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro) e do Sebrae.

GOVERNO - No início do mês, o governo do Estado atendeu a um pleito antigo das micro e pequenas Empresas (MPEs): assinou um decreto que cria uma nova política de compras governamentais.

Até então, o modelo existente restringia a participação do setor a contratos de até R$ 80 mil. Agora, será possível também praticar a subcontratação de empresas de menor porte e participar de cotas de reservas de lotes em licitações (até 25%). As novas regras passam a valer em novembro.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Formalização faz microempreendedores faturarem mais


Dos dez primeiros empresários do Estado de São Paulo que viraram empreendedores individuais, oito continuam a tocar um negócio próprio formalizados. Todos eles viraram pessoas jurídicas em julho de 2009.
Segundo os pioneiros na política pública, que prevê redução da burocracia e de tributos aos que se cadastram no Ministério do Desenvolvimento, o programa fez com que eles aumentassem os lucros e conquistassem mercados antes inacessíveis.
Ao se registrarem como pessoa jurídica, os MEI (microempreendedores individuais) podem emitir nota fiscal e negociar melhores preços com fornecedores.
Pesquisa recente feita pelo Sebrae (Serviço Nacional de Apoio à Micro e Pequena Empresa) aponta que 56% dos MEIs acham que o melhor benefício de obter o registro é o acesso ao mercado.
Lucas Lima/Folhapress
Cecilia Baruel abriu uma empresa empreendedora individual em janeiroe já vai ter que mudar
Cecilia Baruel abriu uma empresa empreendedora individual em janeiroe já vai ter que mudar
Segundo o presidente do Sebrae nacional, Luiz Barretto, pensava-se que ter acesso aos benefícios do INSS seria o principal chamariz para os empreendedores, mas na pesquisa verificou-se que a "cidadania empresarial" foi o atrativo de destaque.

PONTO DE PARTIDA
Entre os dez primeiros, nove eram empresários informais antes da entrada no programa. Atualmente, não é só esse tipo de gente que busca o registro.
Cecilia Baruel, 46, optou pelo modelo MEI para não ter de investir muito na fase inicial do negócio.
Baruel produz e vende alimentos para cães, em substituição à ração. Ela usa ingredientes como peito de frango e arroz integral e cobra até R$ 13,50 por refeição canina.
A empresa começou sua atividade em janeiro. "Foi um teste." O negócio surpreendeu e já faturou mais do que R$ 60 mil ao ano, teto permitido pelo programa.
Assim que mudar de categoria e passar a funcionar como microempresa, ela irá contratar seis pessoas. Atualmente, só tem uma funcionária, que é o que a lei permite.
Outro que deve mudar o contrato social é Luiz Maia, 49, que abriu em fevereiro sua empresa de reformas e manutenção em prédios. Ele diz que vai se tornar uma microempresa para ser franqueador de outros empreendedores individuais. "Vou vender para o Brasil inteiro."
FOLHA.COM

Salários crescem mais nas micro e pequenas empresas


Antes facilmente "trocadas" pelas grandes companhias, as micro e pequenas empresas já conseguem atrair e reter bons e promissores talentos. Segundo Yara Cunha, consultora organizacional, isso é resultado de aplicações de modernas práticas na gestão de recursos humanos.
"Muitas pequenas empresas já investem seriamente em benefícios, treinamento e políticas de RH bem definidas", afirma a consultora. "Claro que ainda há muito que melhorar, mas hoje o que define uma organização já não é apenas o seu tamanho."
Por outro lado, o fator remuneração, quase sempre decisivo nas escolhas profissionais, ainda apresenta grande diferença. As grandes companhias seguem remunerando melhor. Mas até mesmo isso está mudando.
Um estudo divulgado pelo Sebrae no início do ano mostrou que, entre os anos 2000 e 2010, o valor médio dos salários pagos pelas micro e pequenas cresceu em média 14,3%. Já a remuneração média das grandes empresas aumentou apenas 4,3%.
Ainda segundo o Sebrae, em 2011 as micro e pequenas empresas foram responsáveis por 85% dos postos de trabalhos criados na economia. Em parte porque, diferentemente das grandes corporações, são menos suscetíveis às crises internacionais.
Mas, para o engenheiro e administrador de empresas Carlos Carnevali Jr., um outro fator também foi fundamental para a mudança: qualidade de vida.
"Nas grandes, processos burocráticos de pouca importância tornam a jornada de trabalho longa e exaustiva. Hoje posso escolher uma manhã da semana para passar com meus filhos. Isso é praticamente inconcebível em uma grande empresa."

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Aumenta apoio de incubadoras e aceleradoras a pequenos negócios


O Brasil vive um aumento no número de empresas iniciantes com projetos inovadores e também de entidades que podem dar um empurrão a esses negócios.
As incubadoras, que surgiram na década de 1980, em geral dão suporte para empresas que demandam pesquisa científica mais intensa e que precisam de tempo até viabilizar os produtos.
Essas entidades convivem agora com um modelo mais recente de apoio, o das aceleradoras, que vêm ganhando força há cerca de um ano e têm como foco ajudar empreendimentos com potencial de crescimento rápido, como serviços de internet.
Existem hoje 384 incubadoras no país, a maioria ligada a universidades e prefeituras. Não há dados sobre o volume de aceleradoras, que podem pertencer a empresários ou investidores, mas o GVcepe, centro da Fundação Getulio Vargas especializado em estudo de “private equity” (compra de participação em empresas), estima que 12 surgiram desde 2011.
“As incubadoras têm um modelo de apoio que se estende por cerca de três anos, com foco em pesquisa e desenvolvimento. No caso da aceleradora, a empresa pode decolar em seis meses”, diz Francilene Garcia, presidente da Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores).
IDEIA ACADÊMICA
A empresa do oceanógrafo Manlio Mano, 37, é caso clássico de negócio que pode se beneficiar de uma incubadora. A OilFinder, que desenvolve produtos que facilitam a exploração de petróleo usando imagens de satélite, surgiu da pesquisa de doutorado do empreendedor.
Desde 2010, Mano desenvolve esses sistemas na Incubadora de Empresas da Copee/UFRJ. Ali, recebe consultorias de gestão, finanças, marketing e design, além de espaço físico para trabalhar.
“Tudo isso é muito útil para pessoas como eu, que tenho perfil técnico e virei empresário”, diz.
A OilFinder pode ficar nesse espaço por até quatro anos, pagando um aluguel de R$ 700. A cobrança é comum em incubadoras, mas é considerada simbólica, já que habilita o empresário a usar laboratórios de alta tecnologia.
Depois de se graduar, a OilFinder vai repassar uma taxa de 1% de seu faturamento para a incubadora por um período igual ao que passou ali, um procedimento que também costuma ser praxe.
Ao contrário do que acontece nas aceleradoras, a incubadora não tem participação acionária na start-up.
Já o empreendedor Thiago Nascimento, 26, optou por uma aceleradora para alavancar a Bloompa, que produz ferramentas para integrar comércio virtual e redes sociais.
Por seis meses, ele passou por um processo intensivo de análise do negócio, com sessões de aconselhamento e apresentações para investidores organizadas pela aceleradora 21212, do Rio.

Nesse período, percebeu que as ideias iniciais não tinham potencial e modificou o modelo de negócios.
“Mudamos o serviço por causa das conversas que tivemos com os mentores e com outros empreendedores que estavam no processo”, diz.
Agora, Nascimento está negociando com investidores que conheceu por meio da aceleradora.
FOLHA.COM
Editoria de Arte/Folhapress