sábado, 9 de agosto de 2014

Home office cresce no Brasil, mas ainda enfrenta obstáculos

A adoção do home office tem aumentado no país, mas são muitos os desafios para que ele se torne uma realidade na maior parte das empresas


S/A
Teleconferência na Dell, em São Paulo: investimento tecnológico é essencial para o trabalho remoto
Teleconferência na Dell, em São Paulo: investimento tecnológico é essencial para o trabalho remoto, mas deve vir acompanhado de um trabalho de preparação dos gestores
São Paulo - Desde fevereiro deste ano, os funcionários da sede da Michelin no Brasil podem trabalhar uma vez por semana de casa. Com sede na avenida das Américas, uma das vias de trânsito mais intenso do Rio de Janeiro, a empresa descobriu, em 2012, ao realizar uma pesquisa de clima, que esse tipo de política era uma demanda importante entre seus funcionários.
Desde então, esforçou-se para desenvolver um programa de trabalho remoto que atendesse tanto as necessidades da empresa quanto as dos funcionários. “Foi feito um projeto-piloto que superou muito nossas expectativas, e resolvemos estender o benefício aos demais funcionários da sede”, afirma Priscilla Zanatelli, gerente de política de diversidade e qualidade de vida da Michelin para a América Latina.
Segundo Priscilla, dos 302 funcionários que participaram da fase de testes da política de home office, 97% ficaram muito satisfeitos com os resultados. Uma das que aprovaram a iniciativa foi a especialista em certificação de produtos Jacqueline Silveira, de 32 anos. “Foi uma experiência completamente nova, e adorei”, afirma.
Há oito anos na Michelin, ela começou a testar o trabalho remoto em setembro do ano passado, dentro do projeto-piloto. Desde que conquistou o direito de trabalhar uma vez por semana em casa, Jacqueline tem se sentido mais produtiva. “Até prefiro deixar as atividades que exigem mais atenção para fazer fora do escritório.”
Para isso, ela procurou deixar a rotina em casa o mais parecida possível com a que tem na empresa. Segundo Jacqueline, a maior diferença é que, livre do desgaste do trânsito, ela consegue acordar um pouco mais tarde e, com isso, trabalhar bem mais descansada.
A iniciativa da Michelin reflete uma tendência de mercado no Brasil. De acordo com a consultoria Top Employers Institute, 14% das empresas brasileiras têm programas formais de home office. Parece pouco, mas corresponde a mais do que o dobro dos 6% registrados no ano anterior.
Por trás desse aumento, há uma série de fatores. Além de uma melhora na aprovação junto aos funcionários, as empresas conseguem realizar cortes de custos significativos ao permitir que os empregados trabalhem em casa. Na Ticket, por exemplo, o home office permitiu fechar 24 filiais espalhadas pelo Brasil e economizar 3,5 milhões de reais que eram gastos com aluguel e manutenção de equipamentos.
As companhias também ganham com o aumento da produtividade. Um levantamento da Fundação Getulio Vargas estima em 26 bilhões de reais as perdas anuais da cidade de São Paulo por causa do tempo gasto no trânsito.
Em alguns casos, os ganhos trazidos pelo home office são tão significativos que as empresas começam a criar funções em que trabalhar em casa seja a regra, e não a exceção — um sistema que ficou conhecido como home based.
É o caso da Gol. Desde 2008, a companhia aérea vem investindo nesse esquema de trabalho em um dos setores mais sensíveis de sua operação: o atendimento ao cliente. Em vez de manter grandes estruturas de call center, a empresa tem contratado funcionários para desempenhar essa função diretamente de casa.
“Notamos aumento até na satisfação dos clientes com o serviço prestado”, afirma Rogério Pereira Nunes, diretor de relacionamento com o cliente da Gol. Atualmente, dos cerca de 1 500 atendentes, dois terços trabalham no sistema home based.
Estruturar esses novos modelos de trabalho, porém, envolve desafios.
Especificamente no caso brasileiro, a legislação é vista pelos empregadores como um dos principais entraves — o que ajuda a entender por que o índice brasileiro de empresas que adotam o home office é tão mais baixo do que o de outros países, como a Holanda, onde 67% das empresas têm políticas formais de trabalho remoto, segundo a Top Employers.
“A percepção de que a legislação brasileira é contra o home office não é totalmente certa”, diz Mônica Carvalho, da Brasil Labore, consultoria especializada em trabalho remoto. “O próprio Tribunal Superior do Trabalho já adota essa política para seus servidores”, afirma.
Para evitar problemas, o ideal é que a política de home office seja formalizada, com direitos e deveres da empresa e do empregado bem definidos, e não um acordo informal entre gestores e subordinados — prática ainda comum no Brasil, mas que abre brechas para contestações.
Fatores culturais também podem desestimular a adoção do sistema. Em muitas companhias, ainda impera uma maior valorização do esforço do que do resultado. Assim, o profissional que aparece todos os dias no escritório acaba sendo mais valorizado do que aquele que trabalha em casa — mesmo que o último seja mais produtivo e entregue mais resultados.
Um estudo conduzido pelos pesquisadores Kimberly ­Elsbach e Daniel Cable, da Universidade da Califórnia e da London Business School, mostrou que o praticante de home office tem até 25% menos chance de ser promovido do que quem trabalha presencialmente.
Para contornar essa situação, as companhias que adotam o home office têm buscado conscientizar seus gestores. “É um processo importante de adaptação. Temos de mostrar para eles que isso é importante para o empregado e para a empresa”, diz Priscilla, da Michelin.
No caso da Gol, foi necessário até substituir alguns executivos. “Era uma mentalidade muito nova e precisávamos de gente que estivesse aberta a isso”, conta Rogério. Como resultado, a empresa diz que, hoje, a maior parte das promoções se dá entre os funcionários que trabalham em casa. “Em geral, eles apresentam melhores resultados e são recompensados por isso”, diz o diretor da Gol.
Para que o empregado possa produzir em casa tanto quanto no escritório, também é preciso investir em sistemas e equipamentos que facilitem a conectividade. Foi o que fizeram Dell e Philips, que também contam com políticas de trabalho remoto. “Precisamos trocar desktops por laptops, investir em celulares e em equipamentos para reuniões a distância”, afirma Cristiane José, gerente de RH da Philips.
Segundo Daniela Wajman, gerente de marketing e produtos da Voitel, empresa de produtos e serviços de conectividade, a busca dessas soluções tecnológicas tem crescido no Brasil, mas não resolve por si só os desafios do teletrabalho.
“Por incrível que pareça, em dias de caos urbano, como greves e protestos, em vez de mandar os empregados trabalhar em casa, as empresas simplesmente dispensam a equipe”, diz Daniela. “Parece incoerente, mas está ligado à falta de cultura de trabalho remoto.”
Fonte: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/194/noticias/pegando-no-batente-sem-sair-de-casa


sábado, 26 de julho de 2014

8 regras essenciais para inovar na sua empresa

As regras entram em três categorias: Pense Grande, Comece aos Poucos e Aprenda Rápido.


  
"Inovadores de sucesso procuram por produtos e serviços que possam reescrever as regras de uma categoria"
A Revista Forbes criou uma lista com 8 regras essenciais para empresas que querem inovar. A lista foi baseada nas pesquisas do livro The New Killer Apps: How Large Companies Can Out-Innovate Start-Ups (O Novo App Arrasador: Como Grandes Companhias Podem Ultrapassar as Inovações de Start-Ups, numa tradução livre). As regras entram em três categorias: Pense Grande, Comece aos Poucos e Aprenda Rápido.
 

Pense Grande

Inovadores de sucesso "pensam grande" ao considerarem todas as opções, levando em conta toda a gama de futuros possíveis. Eles procuram por produtos e serviços que possam reescrever as regras de uma categoria. Inovadores mal sucedidos procuram inovações rápidas e baratas. Veja três regras para pensar grande:
 
Regra 1. Contexto vale 80 pontos de QI
Entender o meio tecnológico em que você está inserido é essencial para poder pensar grande. Seis inovações tecnológicas - dispositivos móveis, social media, câmeras, sensores, a nuvem e o que é chamado de conhecimento emergente - estão se remodelando. A analista de negócios Mary Meeker afirma que essas inovações estão investindo em "reimaginação". É preciso compreender as forças tradicionais da indústria e se esforçar para assimilar essas seis megatendências tecnológicas, tanto sozinhas como combinadas.
 
Regra 2. Imagine os piores cenários possíveis
Pensar grande não é só ser ambicioso, é também entender o que ameaça sua empresa. Imaginar as piores situações possíveis ajuda a perceber pontos fracos e criar melhorias. E ainda cria um alinhamento de pensamento dos funcionários. Muitos evitam imaginar situações hipotéticas que são realmente ruins. Então, essa é uma regra importante.
 
Regra 3. Comece com um papel em branco

O mundo dos negócios está sempre em movimento, muitas vezes recursos estratégicos de grandes empresas acabam se tornando fardos. E, com o sucesso, é preciso equilibrar prioridades e lidar com egos e lealdades. Por isso, periodicamente, é importante começar com uma folha em branco e pensar sobre tendências e invenções iminentes, sem se preocupar com pessoas, capacidades e outros recursos, apenas em como melhorar o negócio.

Comece aos poucos

Empresas bem sucedidas começam aos poucos depois de pensarem grande. Elas analisam ideias por partes, fazendo testes e demorando o tempo que for necessário. Não fazer isso pode levar ao pânico, se houver falhas. Veja três regras que vão fazer você começar aos poucos.
 
Regra 4. Primeiro, livre-se dos rapazes das finanças
Assim você não se acomoda com projetos financeiros - eles podem prejudicar a inovação. Inovações têm resultados difíceis de serem previstos, então é preciso uma postura mais dinâmica para entender suas finanças. Novos negócios às vezes têm estratégias incertas e precisam de tempo para emergir.
 
Regra 5. Coloque todos na mesma página
Embora a tendência seja entrar em ação assim que se tem uma boa ideia, é preciso dar um passo para trás e refletir sobre as consequências. Tenha certeza de que todos entendem o que a empresa pode ganhar ou perder com o novo projeto, identifique possíveis obstáculos. É importante também entender que não existe uma maneira que está sempre correta. Lembre-se da frase de Nelson Mandela: "Lidere da frente, mas não deixe sua base para trás".
 
Regra 6. Pense em várias opções arrasadoras
Quando você estiver pronto para construir apps arrasadores, invista pequenas quantias e teste várias possibilidades. Em vez de investir milhões de dólares em um negócio pronto, invista em experimentos que podem se provar bons com o tempo. Mas limite o número de opções. É preciso acompanhar o processo dos projetos de perto e isso requer muita atenção. O número certo é entre três e cinco opções.

Aprenda Rápido

Além de pensar grande e começar aos poucos, inovadores de sucesso aprendem rápido. Eles conseguem reunir dados e analisar o que está ou não dando certo. Empresas que não têm tempo ou inclinação para fazer isso acabam falhando. Duas regras para aprender rápido:
 
Regra 7. Uma demo vale por mil páginas de planos
Planejar é necessário, mas planejar demais pode ser um problema. Eles podem transformar uma grande ideia em um negócio convencional. Pesquisas mostram que empresas precisam de mais testes e menos planejamento. Protótipos exploram questões mais importantes, mostram se tecnologias irão funcionar, se o conceito do produto irá agradar aos clientes, se o produto será preferido quando em competição com outras alternativas.
 
Regra 8. Lembre do Advogado do Diabo
Durante o processo de demos e protótipos, é importante ter um grupo de pessoas fazendo perguntas difíceis sobre o projeto, preparadas para receber respostas desconfortáveis. Não é um grupo que tem como objetivo dizer não a tudo, mas levar os outros a pensar em respostas melhores. O processo de advogado do diabo serve como rede de segurança, deixando todos preparados para confrontar questionamentos.

Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/8-regras-essenciais-para-inovacao-corporativa/90615/
 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Confira 5 dicas para elaborar um bom currículo e ganhar destaque na seleção profissional

O que colocar no currículo? O que vem primeiro? Qual é a melhor forma de estruturar as informações? As respostas das questões que causam dor de cabeça em muitos podem ser encontradas neste guia

   
"Um currículo de qualidade ajuda o selecionador a identificar o profissional como um candidato com potencial para preencher a vaga”, afirma Abrileri, presidente da Curriculum
Na hora de elaborar um currículo muitos profissionais perdem a cabeça com tantos modos e informações. É preciso cautela e orientação para conseguir fazer um currículo bom, simples e útil, que chame à atenção do contratante, e não que seja o motivo de dispensa nos processos seletivos. Mas, como fazer um bom currículo? Qual é a melhor forma de estruturar as informações?
A Curriculum, que atua no anúncio de vagas de empregos na internet, relacionou 5 fatores essenciais para elaborar esse documento tão importante no recrutamento de profissionais.

1º – Missão do currículo

O currículo tem uma única missão: conquistar uma entrevista presencial.
Sendo assim, é importante que o candidato leve em consideração três pontos:

1) Fazer com que o currículo participe do processo;
2) Prender a atenção do selecionador para que a leitura dele seja completa;
3) Despertar o interesse do selecionador para que ele o chame para uma entrevista.

Primeiro: O selecionador precisa entender que o currículo se encaixa com o cargo que ele procura e isso acontecerá através do “Objetivo Profissional”. Por isso, este é considerado uma das principais informações do currículo, por isso ele deve estar sempre sozinho e em destaque. Por exemplo, se o selecionador estiver procurando um Gerente Comercial, ele dará bastante atenção aos currículos que apresentarem o objetivo grafado como “Gerente Comercial”, menos atenção aos currículos que estiverem com objetivo de “Consultor Comercial” e menos atenção ainda aos currículos que estiverem como “Vendedor” ou “Área Comercial”. Nesse caso citado, o objetivo profissional incluso poderá fazer com que ele participe do processo ou não.

Segundo: É preciso fazer com que o selecionador leia o currículo inteiro. Porém, sempre há muitos currículos para ler, o que exige uma seleção muito rígida do selecionador. É comum os profissionais de RH pararem de ler o currículo no meio por acharem que o perfil não é aderente ou que o profissional não reúne as qualificações desejadas. Por isso, depois que o selecionador compreender que o currículo está inicialmente aderente à vaga aberta, o desejo do candidato é que ele seja inteiramente lido e, para isso, o currículo deve ser construído de forma que isso aconteça.

Terceiro: Após a leitura do currículo inteiro, o próximo objetivo é fazer com que ele desperte o interesse do selecionador para conhecer melhor o profissional, o que é feito através de uma entrevista presencial, pois será nesta entrevista que o candidato conquistará seu emprego. E isso acontecerá se ele tiver conseguido transmitir informações relevantes para o selecionador.
“Com essas informações em mente, o candidato deverá desenvolver um currículo mais eficaz, aumentando assim suas chances de ser chamado para uma entrevista”, explica Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.

2º – Identificação e cargo desejado ou área pretendida

Inicie o seu currículo com sua identificação e dados básicos na seguinte ordem: nome, endereço, idade, nacionalidade, estado civil, telefones e e-mails para contato. Tenha muito cuidado com o excesso de informações e certifique-se sempre que todos os dados estejam corretos. Não é recomendável incluir no currículo números de documentos como RG ou CPF, por exemplo. Até mesmo a foto pode ser dispensada, salvo exceções, como para modelos fotográficos, por exemplo, quando o contratante exigir uma foto.
Após isso, coloque o cargo desejado centralizado e em destaque, como se este título separasse os dados de contato do conteúdo do currículo. O melhor é utilizar o cargo pretendido, mas caso o profissional prefira, ele pode colocar a área (embora não seja o mais indicado).

3º – Formação e experiência profissional: o que vem primeiro?

O profissional deve exibir seus pontos mais fortes e relevantes sempre em primeiro lugar. Por exemplo, se você tem pouca experiência (ou nenhuma), mas têm uma boa formação, é melhor exibir a formação em primeiro lugar. Porém, caso ele já tenha se formado há muito tempo e agora tem muita experiência no cargo desejado, a experiência deve vir em primeiro lugar.
As informações devem ser claras e precisas, evitando textos muito extensos para explicar, por exemplo, as atividades desempenhadas em determinada empresa. No currículo, apenas o que for importante deve ser explicado. O recrutador tem pouco tempo para ler os currículos. Por isso, priorize a qualidade em vez da quantidade de informações.

4º – Idiomas, cursos complementares, informática e Internet

Imaginando todas estas informações como se fosse um único bloco, com subdivisões internas, o profissional deve agrupar as informações, lembrando de colocá-las sempre em ordem de relevância. O que for mais relevante sempre vem primeiro.
Se você busca por um cargo na área de informática e/ou Internet, esta informação deve vir primeiro, por exemplo. Se o idioma é bastante significativo para o cargo a ser assumido, o profissional deve colocar primeiro seu conhecimento no idioma, e assim por diante.
Informe o nível de conhecimento para cada idioma; idem para conhecimentos de software, linguagens de programação ou qualquer outra ferramenta, máquina ou instrumento que souber utilizar e que sejam relevantes para atingir o objetivo profissional. Informações sobre cursos complementares realizados devem incluir o nome da instituição, carga horária e a data de conclusão. Se o profissional tiver experiências internacionais ou viagens de intercâmbio, elas podem ser um bom diferencial aos olhos dos selecionadores, além de reforçar o conhecimento nos idiomas informados.

5º – Formatação e revisão

O tamanho das fontes do texto e a formatação são detalhes que podem ser determinantes no momento em que o currículo for analisado. A Arial e a Times são as opções mais recomendadas. Além disso, revise sempre o texto para ter certeza de que não tem erros de português. Tal falha pode excluir o candidato do processo seletivo.
“Percebemos que há muitos candidatos que não prestam atenção nesses detalhes decisivos no momento de buscar oportunidades de entrevistas. Um currículo de qualidade ajuda o selecionador a identificar o profissional como um candidato com potencial para preencher a vaga”, afirma Abrileri.

Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/confira-5-dicas-para-elaborar-um-bom-curriculo-e-ganhar-destaque-na-selecao-profissional/90325/

domingo, 6 de abril de 2014

14 competências fundamentais a todo bom empreendedor

Pesquisas mostram traços de comportamento que se manifestam e se combinam de diferentes maneiras e em diferentes graus de intensidade, em diferentes pessoas. Alguns desses traços de comportamento integram as competências que todo empreendedor deve desenvolver


Diversas pesquisas têm sido feitas sobre o comportamento do empreendedor. Essas pesquisas mostram traços de comportamento que se manifestam e se combinam de diferentes maneiras e em diferentes graus de intensidade, em diferentes pessoas. Alguns integram as competências que todo empreendedor deve desenvolver.
Traçando um perfil característico, destacamos além do que citamos acima, as seguintes situações de comportamento da personalidade de um empreendedor: (em ordem de prioridade):

1. Senso de oportunidade

Antecipar-se aos fatos e criar novas oportunidades de negócios.

2. Dominância

Ter compreensão do assunto e prática do fazer.

3. Agressividade e realização

Ter energia para fazer acontecer.
 Foto: Shutterstock

4. Autoconfiança

Ter segurança em relação a seus propósitos.

5. Otimismo

Ser capaz de reagir bem, até na hora das dificuldades.

6. Dinamismo

Ter capacidade de agir de modo adequado sobre a realidade, sendo rápido e apresentando soluções.

7. Independência

Não sentir a necessidade de ter um "empurrãozinho" de outros para se mover e se animar.

8. Persistência

Ser capaz de manter-se firme e constante, sem perder a objetividade.

9. Flexibilidade e resistência a frustrações

Possuir a habilidade de rever posições, assumir o novo e ceder quando preciso.

10. Criatividade

Ser capaz de encontrar caminhos e soluções viáveis e reais.

11. Propensão ao risco

Saber calcular coerentemente os níveis de risco envolvidos.

12. Liderança carismática

Ter equilíbrio em liderar, para vencer com visão em um todo.

13. Habilidade de equilibrar sonho e realidade

Ter conhecimento de planejamento e de gerenciamento.

14. Habilidade de relacionamentos

Manter relacionamentos de forma objetiva, mas com critérios de respeito ao próximo e cordialidade.
Percebemos então, que o conceito de empreendedorismo é secular. Tão antigo, que pesquisar sobre o tema não é difícil. Existem muitas definições sobre o que é ser empreendedor, quais as suas características e o que é empreendedorismo, mas todas chegam a um denominador comum que é o de inovar, criar algo que vá além das necessidades e desejos do ser humano.
Aqui, observamos e aprendemos que o entendimento de tais características inerentes a personalidade empreendedora, contextualiza fortemente nosso momento mundial. A presença e força dos perfis empreendedores norteiam mudanças e quebram paradigmas a cada nova descoberta ou avanço da dita sociedade aprendiz. Isso mostra o quanto é importante ter consciência e responsabilidade com a formação de pessoas e profissionais que darão continuidade a este estado de mudança comportamental no homem.
Identificamos também, que não existe um perfil totalmente ideal de empreendedor. Os empreendedores podem ser sociáveis ou taciturnos, pragmático ou intuitivos, precavidos ou atrevidos. Não se pode definir um modelo único de perfil empreendedor. Existem sim, as características básicas que permitem, um nível de classificação. Apreende-se, desse resultado, um chamado ao compromisso maior por parte do empreendedor: que passa de "Ser" observado ao "Ser" da séria responsabilidade de condutor de novos modelos de empreendimento, sendo um facilitador de ações que gerem riquezas em todas as áreas.
Diante do que tratamos, verificamos que: identificar, buscar e imitar as atitudes de pessoas que tenham perfil empreendedor, principalmente no seu ritmo e dedicação ao trabalho, contribuirá para o desenvolvimento de nosso processo de crescimento como pessoas e profissionais, e assim contribuiremos de forma geral, para uma nação verdadeiramente renovada e produtiva.
Andrea Teixeira Guilhermon - @DeaGuilhermon
Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/administracao-e-negocios/14-competencias-fundamentais-a-todo-bom-empreendedor/70604/